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No PS, tumulto entre médico e pacientes chega à polícia

Da Redação
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Por volta das 13h de ontem, a demora no atendimento de pacientes e a revolta do médico que fazia o plantão naquele momento resultaram em desentendimento no Pronto-Socorro Central (PSC) e no registro de um boletim de ocorrência.

Segundo uma das vítimas, Valdir Luiz Tressimo, que sofre com problemas psiquiátricos e buscou atendimento na manhã de ontem, o médico teria se recusado a atendê-lo por ter pedido que sua mãe o acompanhasse na consulta.

“O médico não queria que eu sentasse porque quem seria atendido era meu filho, e aí começou a confusão”, comentou Clarice, mãe do paciente que, inclusive, tem plano de saúde, mas por emergência recorreu ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

De acordo com outros pacientes que estavam no local no momento da confusão, o médico teria apontado o dedo e ofendido a todos com “palavras de baixo calão”. Para evitar mais desentendimentos, o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Antônio Sabbag, pediu ao médico que se retirasse do local e o substituiu até que outro profissional comparecesse.

As pessoas que acompanharam o ocorrido se revoltaram com a atitude do médico e exigiram melhor atendimento. “Eu só vim buscar um exame de sangue, o médico começou a xingar e ofender todo mundo que estava aqui. Ele teve até que ser retirado por outro médico. Eu tenho artrose no pé, não posso ficar tanto tempo esperando até que alguém me atenda. Agora vou ter que esperar mais para ser atendido por outro médico. Perdi meu dia,” disse o pintor Valzemir de Oliveira, 39 anos.

 

Na polícia

Os pacientes que se queixaram também fizeram registro de boletim de ocorrência. Em contrapartida, a Polícia Militar informou ao JC que não havia mais o que ser feito na esfera policial, já que o problema é de ordem administrativa e não por omissão de socorro.

“Nós estamos em um hospital, o problema aqui é a falta de organização na administração. Não há seguranças para acalmar as pessoas numa situação com esta e não há médicos suficientes para atender. Com isso, as pessoas ficam estressadas, sem almoço, sem conforto. O meu trabalho é referente à segurança. Quem quiser denunciar o médico, precisa comparecer ao CRM (Conselho Regional de Medicina),” informou o subtenente Gonsalves. 

Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto-Atendimento, instaurou procedimento interno para apurar os fatos ocorridos no Pronto-Socorro e que todas as medidas cabíveis serão tomadas.

 

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