Tóquio - Uma dezena de ativistas japoneses desembarcou ontem (horário local) no pequeno arquipélago das ilhas Senkaku, que Tóquio disputa com Pequim, poucos dias depois que um grupo de ativistas chineses fizeram o mesmo e foram deportados pelo Japão.
O grupo, no qual estão alguns legisladores e membros de assembleias locais, chegou no começo da manhã à ilha de Uotsori, a maior do arquipélago, situado no Mar da China Oriental e conhecido como Diaoyu por Pequim.
Os ativistas viajaram até a região em um pesqueiro que saiu de Okinawa, depois de participar no sábado de cerimônia pelas vítimas dos ataques dos Estados Unidos em 1945 contra navios em águas próximas a essas ilhas.
Uma vez perto de Uotsori, os ativistas se jogaram na água e chegaram à terra nadando, segundo a agência local Kyodo, que acrescentou que os membros do grupo estão sendo interrogados pela guarda litorânea.
Os legisladores que viajaram para a região tinham solicitado permissão oficial para fazer nas ilhas a homenagem às vítimas de 1945, mas o governo japonês rejeitou o pedido por causa de sua política de não permitir o desembarque no local exceto em viagens oficiais.
O fato aconteceu no meio de uma crescente tensão diplomática com a China, que tinha pedido ao Japão para deter “imediatamente” os planos da comitiva de viajar para as ilhas em disputa.
“Queremos enviar um sinal claro à China”, disse à AFP Eiji Kosaka, político de Tóquio, antes de desembarcar na ilha.
O diminuto arquipélago das Senkaku, que é desabitado, é reclamado por Japão, China e Taiwan (que o denomina ilhas Tiaoyutai), já que se acredita que conta com ricos recursos marítimos e jazidas de gás e petróleo.
Taiwan, que havia se mantido afastada da disputa, acusou ontem o Japão de “ocupar dissimuladamente” as ilhas. Tóquio reconhece Pequim como único representante da China, mas mantém relações comerciais e culturais estreitas com Taiwan, colônia japonesa entre 1895 e 1945.