Pederneiras – D.M., 28 anos, suspeito de tentar matar a ex-mulher a facadas, no último sábado, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça a pedido da Polícia Civil. Acompanhado de seu advogado, ontem, ele prestou depoimento na delegacia da cidade e disse que apoderou-se da faca para se defender das agressões cometidas por sua ex-esposa e ex-sogra.
Conforme divulgado pelo JC com base em informações do boletim de ocorrência, o casal está separado. No sábado, por volta das 7h30, D.M. foi até a casa de sua ex-sogra, na rua Roberto Reginato, no Núcleo Habitacional Antônio Facciolo, onde a ex-mulher M.J.M., 23 anos, está vivendo desde o fim do relacionamento.
Ao tentar se proteger dos golpes, a jovem acabou sendo atingida nas duas mãos. A mãe dela, I.A.J., 56 anos, também feriu uma das mãos na tentativa de defender a filha das agressões. Segundo a polícia, I.A.J. conseguiu desarmar o ex-genro, que fugiu. A faca utilizada no crime, registrado como tentativa de homicídio, foi apreendida.
No domingo, o delegado de polícia assistente de Pederneiras, Adriano Crês, responsável pelo inquérito, representou pela prisão preventiva do acusado, que foi concedida pela Justiça. Acompanhado de seu advogado, ontem, D.M. disse ao delegado que, no dia dos fatos, queria apenas conversar com sua ex-esposa.
Ele declarou ainda que apossou-se de uma faca para se defender das agressões de M.J.M. e da mãe dela, que não o queriam na residência. D.M. revelou ainda que está fazendo uso de medicamentos fortes. Ele teria tentado suicídio na última semana, chegando a ficar internado. Após prestar depoimento, o jovem foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru, onde permanecerá à disposição da Justiça.
“Agora, eu aguardo a chegada do laudo pericial do sítio do evento e da arma branca (faca) apreendida ainda com manchas de sangue (previsão de trinta dias para ficar pronto), bem como do exame de corpo de delito das vítimas, para definir a natureza das agressões (leve, grave ou gravíssima - previsão de uma semana para ficar pronto) para relatar o inquérito policial e encaminhá-lo à Justiça”, explica Crês.