Internacional

Hackers atacam sites do governo britânico após o caso Assange

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Londres  - Hackers têm alvejado sites do governo britânico nas últimas 24 horas, informou o governo ontem, depois que o grupo de ativistas hackers Anonymous disse ter lançado ataques para protestar contra a forma como vem sendo conduzido o caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

O gabinete do primeiro-ministro David Cameron informou que as tentativas de prejudicar o andamento dos sites fracassaram ou causaram problemas menores, embora o Ministério da Justiça tenha informado que o ataque afetou o seu site.

O incidente ocorre no momento em que Assange - que tenta evitar a extradição para a Suécia, onde a Justiça quer interrogá-lo por conta de acusações de estupro - permanece abrigado na embaixada do Equador em Londres. Ele e o governo equatoriano criticam o governo britânico por sugerir que a Grã-Bretanha poderá revogar o status diplomático da embaixada para entrar no edifício e prendê-lo.

“Este é um site de informações públicas e nenhum dado sigiloso é mantido nele. As medidas colocadas em vigor para manter o site ativo significam que alguns visitantes talvez sejam incapazes de acessar o site de forma intermitente”, disse uma porta-voz do Ministério da Justiça.

O gabinete em Downing Street foi evasivo sobre o incidente. “Pode ter havido uma tentativa, mas até onde sabemos ela foi mal sucedida”, afirmou uma porta-voz.

Todos os sites pareciam estar funcionando normalmente na terça-feira. O Anonymous, grupo de hackers internacional, sugeriu que estava por trás dos ataques relacionados ao caso Assange.

 

Prejuizo ao Equador

O Congresso dos Estados Unidos poderia diminuir as vantagens comerciais concedidas ao Equador como resposta ao asilo político concedido pelo país sul-americano ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, declarou ontem o jornal “The Washington Post”. A concessão de asilo a Assange, advertiu o jornal, “poderia ter consequências econômicas desastrosas” para o Equador. “O Congresso poderia decidir, facilmente, por um diminuição de privilégios comerciais no começo do próximo ano”.

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