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Greve se estende a três órgãos federais

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos servidores públicos federais, que teve início no dia 7 de agosto com a Polícia Federal (PF), começa a se expandir sem previsão de término. Agora, as paralisações atingem mais dois órgãos: a Receita Federal e o Ministério Público Federal. Entre os serviços mais prejudicados estão a emissão de passaportes.

Conforme noticiado pelo JC, 70% dos agentes, papiloscopistas e escrivães da PF de Bauru, responsável por 43 municípios, estão paralisados.

“Estamos com 30% do nosso efetivo atendendo apenas situações emergenciais. Nós tínhamos uma reunião agendada hoje no Ministério do Planejamento, que foi transferida para quinta-feira (amanhã) de manhã”, disse Walter Monteiro, agente da PF responsável pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Federal (Sindpolf/SP) e membro da comissão de greve.

A proposta ofertada pelo governo federal até o momento foi aumento de 15,8% em 2013, 2014 e 2015, quando a categoria pede a nivelação do salário, já que possuem curso superior e recebem como os de nível médio. “Pleiteamos também melhores condições de trabalho e equipamentos, que estão precários”, frisou.

Na Receita Federal deBauru, a mobilização dos auditores começou em 18 de julho, mas a primeira paralisação ocorreu, de fato, em 8 de agosto. Hoje e amanhã outras paralisações devem ocorrer, segundo João Otávio Moura, membro da diretoria e do comando local de mobilização do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindfisco). “Estamos com uma mobilização de 90% e mais de 50% de paralisação. Nas mobilizações não fazemos nenhum lançamento de crédito tributário e tratamos os processos mais urgentes. A paralisação é fora da repartição, sem assinatura de ponto e o serviço é redistribuído para quem está trabalhando”.

O pedido da categoria é reposição da inflação, que não ocorre desde 2008. Uma reunião está marcada para esta quinta-feira, às 9h30. Independente do resultado, a paralisação da data está confirmada, bem como para os dias 28 e 29.

Ainda na Receita Federal, lutam por melhores salários os analistas. Com índice de 40% de paralisação, que aconteceu em 14 de agosto. “Teremos uma assembleia quinta-feira (amanhã) para decidir se vai haver nova paralisação na sexta-feira. Pedimos a mesma coisa, reposição da inflação e reestruturação da carreira”, acrescentou Adriana Serra de Oliveira, delegada sindical do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita).

No Ministério Público Federal (MPF) a adesão à greve, que começou no dia 15, é de 70% em todo o Estado de São Paulo, mantendo os 30% do efetivo trabalhando apenas para  assuntos urgentes como em casos de réus presos e processos urgentes como, por exemplo, os eleitorais.

“Nós reivindicamos a recomposição salarial que não acontece desde 2006. Na verdade, o nosso último plano de carreira se refere a 2004. Hoje essa reposição seria em torno de 30%. O Ministério Público aguarda, neste momento a inclusão no orçamento, até o dia 31”, disse Leílton Ader Calasan, diretor do Sindicato Nacional dos Servidores do MPU. 

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