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Velocidade controlada


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Logo a primeira vista, o Sonic se destaca pelo visual inspirado e linhas com surpreendente personalidade. Ainda que não tanto impactante quando o hatch, o sedã conseguiu um conjunto equilibrado e mais sóbrio. A boa impressão continua no interior, onde o painel "modernoso", com mistura de elementos analógicos e digitais remete às motocicletas. O habitáculo recebe bem os ocupantes, com bastante espaço e até alguma fartura de equipamentos na versão LTZ. O Sonic está claramente um degrau acima dos sedãs mais simples da Chevrolet - particularmente o Cobalt, que tem dimensões semelhantes, mas muito menos refinamento.

Ao volante, o carro se mostra bem construído, com um rodar sólido e seguro. No entanto, nem de longe consegue alcançar a esportividade inspirada pelo desenho da carroceria. O câmbio automático de seis marchas parece não extrair o melhor do motor 1.6 de 120 cv. As saídas são lentas e ele mostra alguma indecisão no para-e-anda do trânsito urbano. A transmissão segura demais as marchas baixas quando em aceleração, mas teima em jogar quinta e sexta assim que o motorista alivia o pé - para tentar economizar combustível -, o que passa a sensação de falta de fôlego ao aproveitar mal os 16,3 kgfm do propulsor - que só aparecem a 4 mil rotações. Certamente, a melhor maneira de dirigir o Sonic é sem pressa, quando ele mostra suas melhores qualidades.

O sedã é bastante silencioso e roda macio numa tocada mais tranquila. A suspensão dá conta de filtrar os piores asfaltos e transmite poucos solavancos sem, no entanto, ser anestesiada. As reações são firmes, com trocas de direção seguras - há pouca rolagem da carroceria. Em velocidades mais altas - acima dos 110 km/h - o Sonic se mantém firme no chão, com pouca flutuação da traseira. Apesar de compacto, o modelo parece bastante à vontade em estrada, onde sofre pouco com ventos laterais. Nas curvas, o comportamento é absolutamente neutro.

Pelo menos, quando conduzido com a parcimônia que lhe cabe melhor, o 1.6 consegue ser razoavelmente econômico. Os 8,6 km/l de etanol em ciclo estritamente urbano são louváveis, ainda mais com câmbio automático. Além disso o Ecotec também retribui com suavidade às solicitações e só emite ruídos mais audíveis ao ser levado acima dos 4 mil rotações.

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