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Para as futuras gerações

Fabio Paride Pallotta
| Tempo de leitura: 3 min

Embalado pela Copa do Mundo de 2014 que será celebrada no Brasil, o governo do Estado de São Paulo abriu uma linha de crédito de R$ 350 milhões destinada à construção, reforma e ampliação de centros esportivos desde que essas obras possam melhorar o atendimento de turistas e de eventuais seleções interessadas em treinamento durante a realização da Copa. Esses investimentos tem como alvo a Copa de 2014, mas uma vez realizados poderão e deverão servir para as Olimpíadas de 2016, ficando como herança para as futuras gerações de atletas e cidadãos bauruenses.

Esses investimentos para o esporte reforçam o argumento de que as atividades esportivas fazem parte da economia criativa e que o seu desenvolvimento não pode ficar para trás. Bauru é uma cidade de médio porte do interior paulista, centro do Estado de São Paulo e de uma região administrativa de quase dois milhões de pessoas que poderia se beneficiar com esses investimentos que beneficiariam a massa dos jovens da nossa cidade que, envolvidos nas práticas esportivas, não teriam tempo para praticar em atividades prejudiciais ao seu futuro. Os atletas de maior expressão poderiam galgar postos elevados na prática esportiva, tendo acesso a renda e a formação profissional, auxiliando a cidade no sentido de aperfeiçoar cada vez mais o esporte, formador de cidadãos e gerador de renda.

É evidente a importância estratégica de se desenvolver na cidade projetos esportivos voltados para o maior número possível de jovens e dar a eles condições de desenvolverem o esporte como profissão.

As futuras gerações de esportistas poderiam contar com um espaço privilegiado, na cidade, para a prática do esporte no complexo esportivo do estádio Alfredo de Castilho, na Vila Pacífico, pensado e desenvolvido para abrigar o nosso valoroso Esporte Clube Noroeste e os esportes mais conhecidos e praticados à época da sua construção. Conta com pista de atletismo oficial, porém, com pó de brita e outro ícone do esporte de Bauru, a Panela de Pressão, ginásio de esportes que agora tem piso especial para basquete e a prática de outros esportes de quadra. Com vontade política a questão jurídica poderia ser resolvida e a prefeitura envolvida para aproveitar e explorar tão nobre espaço esportivo com auxílio da iniciativa provada.

Tinha também o Alfredo de Castilho piscinas que foram aterradas não se sabe por que e que durante algum tempo serviram de treinamento para o Pólo Aquático do Bauru Tênis Clube. No lugar das piscinas aterradas e com os recursos provenientes do Governo de São Paulo, através da linha de credito citada (www.desenvolvesp.com.br/portal - esporte_ 2014_municipios), poderia ser construída a piscina de 50 metros, já prometida à cidade pelo governo estadual antes da criação da linha de crédito, transformando o complexo do Alfredo de Castilho em um centro esportivo de renome e não apenas casa do futebol de Bauru. Esta e outras ideias importantes poderiam estar sendo debatidas na cidade pelos candidatos postulantes ao Executivo e ao Legislativo como uma agenda diferenciada e importante, saindo do convencional.

O futuro se apresenta como algo novo e devemos pensá-lo de forma corajosa buscando todas as possibilidades de geração de renda e cidadania. Na área dos esportes isso deve ser feito pensando no conjunto de suas modalidades e aproveitando o que já temos em mãos e com o que o governo estadual e federal nos oferece.

O autor, Fabio Paride Pallotta, é historiador e sócio fundador o IPDH ? Instituto Paulista de Direito e Humanidades

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