Já se vai distante o tempo em que o Partido dos Trabalhadores que, num passe de mágica, se transformou nacionalmente conhecido por "PT", que se auto insinuava atraente aos olhos de parcela preponderante das classes a/b/c e, principalmente, da classe "d", que um pouco mais tarde galgou sua transposição da "d" para a "c". Hoje, esse PT encontra-se acuado no banco dos réus por obras construídas pelas próprias mãos enlameadas de cimento falso e putrefato.
Esse PT pode até querer não perceber ou até mesmo não receber aquelas duas argolinhas presas por uma correntinha de aparência insignificante, fabricadas com material de boa moral.
Aquele esquerdismo fajuto alardeado aos quatro cantos deixou de existir quando finalmente depois de longas caminhadas pelas vielas democráticas seu "deus" tomou posse como presidente da República. A metamorfose advinda uniu o útil e a superagradável companhia da caneta que o poder lhe oferecia a metamorfosear-se no poder inimaginável e nas condições que o sistema presidencial brasileiro dá àqueles que assentam os glúteos na cadeira principal da República.
O tempo passa e eis que hoje "um grupo de advogados vinculados ao PT estudou a possibilidade de tentar impedir, por vias judiciais, o emprego da palavra mensalão nos órgãos de imprensa. A presidência do PT negou ser responsável pela ideia e afirmou que a iniciativa não foi decidida pela legenda. Se desse certo, com certeza veríamos a cúpula se congratulando com o nascimento de mais um malfeito, porém, ao perceberem que a ideia não vingou, dado a repercussão negativa da mesma, trataram logo de tirarem a batata do assado, deixando os tais causídicos na berlinda. Esse comportamento partidário é costumeiro para quem segue suas digitais. Para piorar, o termo mensalão acaba de tornar-se um verbete até em inglês no Oxford, ou seja, para traduzir a palavra "affair", o dicionário Oxford português-inglês/inglês-português, voltado para estudantes brasileiros de inglês, recorre ao termo: "the mensalão affair", ou seja, o "caso mensalão".
Depois de encerrado esse escândalo, quem sabe veremos transformado em bola da vez o também mensalão tucano-mineiro e, por tabela, a conclusão da operação "Odontoma" aqui da província. Sejamos otimistas. Se aquele escândalo levou sete anos para botar quadrilheiros no banco dos réus, porque não aguardarmos outro tanto também para ver desfilar um monte de tucanos nesses dois barcos furados?
Nicanor Amaro da Silva Neto