Economia & Negócios

Bolsas de NY registram o maior declínio em um mês

Por Patrícia Braga | AE
| Tempo de leitura: 3 min

As bolsas de Nova York encerraram a quinta-feira (23) com a maior queda em um mês, em meio às dúvidas sobre a perspectiva de mais estímulo do Federal Reserve e preocupações com a sustentabilidade dos ganhos do mercado no verão.

O índice Dow Jones caiu 115,30 pontos (0,9%), fechando a 13.057,46 pontos, a maior queda desde 20 de julho. Já o Nasdaq perdeu 20,27 pontos (0,7%), fechando a 3.053,40 pontos. E o S&P 500 teve queda de 1,41 pontos (0,81%), fechando a 1.402,08 pontos.

"Os mercados fizeram um grande movimento, agora estão digerindo isso", acredita o analista Tim McCandless, do Bel Air Investiment Advisors. "As pessoas estão confusas com o motivo de o S&P 500 estar indo tão bem e a economia não", afirma ele.

Hoje pesou na mente dos investidores os comentários do presidente do Federal Reserve de Saint Louis, James Bullard, que em entrevista à rede CNBC afirmou que as atuais condições econômicas não são suficientemente ruins para justificar mais relaxamento quantitativo nos EUA.

Os comentários de Bullard seguiram os do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, que havia repetido sua posição de que o BC deveria tomar atitudes adicionais, para repórteres em Pequim, e a divulgação da ata da última reunião do Fed em 31 de agosto e 1º de setembro, que sugeriu que o BC está se preparando para dar novos passos para estimular a economia.

"Acredito que o mercado está com uma visão um pouco mais conservadora sobre a perspectiva para estímulo com base no que o Bullard falou na TV", afirmou o analista Seth Setrakian, do First New York Securities.

Entre os componentes da Dow Jones, a Hewlett-Packard registrou queda de 8,2% após a fabricante de computadores pessoais ter projetado no final da tarde de quarta-feira ajuste no lucro para todo o ano abaixo da projeção anterior. A empresa também divulgou prejuízo líquido de US$ 8,86 bilhões, ou US$ 4,49 por ação, no terceiro trimestre fiscal encerrado em 31 de julho.

Os comentários de Bullard obscureceram a combinação de leituras de dados econômicos bons e ruins do dia. As vendas de novas residências subiram em julho, alta que representa a terceira nos últimos quatro meses, informou hoje o Departamento do Comércio. O aumento bateu as expectativas de economistas. Além disso, a Agência Federal de Financiamento Imobiliário informou um avanço maior do que o esperado nos preços das casas em junho.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 4 mil, para 372 mil, após ajustes sazonais, na semana até 18 de agosto, informou hoje o Departamento de Trabalho dos EUA. Economistas esperavam um total de 365 mil solicitações.

Outro dado importante do dia foi a divulgação de que o setor manufatureiro dos EUA ganhou força em agosto. Segundo dados preliminares divulgados hoje no site da Markit, o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) subiu para 51,9 em agosto, de 51,4 em julho, último sinal de uma pequena melhora no setor industrial dos EUA. Leituras acima de 50 indicam que a atividade está se expandindo. As informações

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