Política

Rodrigo vai à Justiça contra Chiara

Nelson Gonçalves com Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A primeira representação na Justiça Eleitoral de Bauru na eleição 2012 foi protocolizada ontem no final da tarde pela coligação que tem Rodrigo Agostinho (PMDB) como candidato à reeleição contra Chiara Ranieri (DEM). Agostinho quer direito de resposta no horário eleitoral de Chiara por considerar que a adversária imputou ao seu governo o crime de omissão de socorro no caso da morte da jovem ao caso de Drielly Carla Alves de Brito, que foi a óbito no Pronto-Socorro Central (PSC) enquanto aguardava vaga para internação no Hospital Estadual (HE).


Em seu programa eleitoral na sexta-feira à noite, Chiara Ranieri, da coligação Bauru Merece Muito Mais, criticou o atual governo considerando que a morte da jovem está inserida nas deficiências de atendimento à saúde no Pronto-Socorro. Na oportunidade, a candidata afirmou que a estudante universitária foi vítima de negligência por ter sido abandonada em uma maca, atribuindo o caso à demora do município para solicitação de vaga por urgência. O prefeito, da coligação Bauru de Todos, contesta a informação, rejeitando a omissão de socorro.


Na opinião dele, ao imputar crime à sua administração, a coligação “Bauru Merece Muito Mais” saiu do ‘limite de razoabilidade’. “Não aceitamos esse tipo de abuso na campanha, que tem de ser limpa e propositiva. Vamos representar todas as vezes que acharmos que passaram dos limites”, avisa Rodrigo.


A representação da coligação “Bauru de Todos” foi protocolada na 387ª zona eleitoral. É lá que a defesa de Chiara deverá ser apresentada ainda hoje. De qualquer forma, o processo será submetido ao Ministério Público, amanhã. O posicionamento favorável ou contra do promotor Gustavo Zorzella Vaz seguirá ao juiz eleitoral, Benedito Antônio Okuno, que julgará o caso. Se favorável, será concedido direito de resposta ao reclamante no horário eleitoral do adversário. Se o pedido não for aceito, o caso será arquivado.


Chiara foi contatada ontem à noite, mas não retormou a ligação.          




Relembre o caso


Drielly de Brito começou a sentir dores abdominais no dia 19 e procurou o Pronto-Socorro Central (PSC), onde recebeu medicação e foi liberada. Dois dias depois, realizou exames na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Mary Dota e, com necessidade de internação, voltou ao PSC para aguardar vaga no Hospital Estadual (HE).


A solicitação para internação clínica cirúrgica teria sido feita pelo PSC na madrugada do dia 25, depois de a equipe médica receber os resultados dos exames de ultrassonografia, realizados pelo próprio HE, que detectaram um quadro de colecistite aguda calculosa (pedra na vesícula). Na madrugada do dia 26, o estado da paciente agravou-se e ela precisou ser entubada. Nova vaga foi solicitada ao Estado, desta vez para internação em UTI. O leito foi liberado duas horas depois em Promissão, a 122 quilômetros de Bauru.


A Secretaria de Saúde informou, entretanto, que o estado da paciente era bastante grave e ela não tinha condições para ser transportada. Às 6h do mesmo dia, o PSC voltou a fazer o pedido para internação no HE, que foi atendido pelo Estado às 7h, quando Drielly sucumbiu a uma pancreatite necro-hemorrágica.

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