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Ainda importante, raio X é mais seguro

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com mais de um século, o exame de raio X não é obsoleto, nem está com os dias contados, embora seja preterido por muitos leigos ao receberem o pedido médico. Bastante utilizado e ainda importante, ele é porta de entrada para diagnósticos por imagem e tem sido executado por equipamentos melhores e mais seguros.


A boa notícia foi prestada ontem pelo médico radiologista Rogerio Góes Wanderley, um dos organizadores da quarta edição do ano do Clube Manoel de Abreu. Trata-se de um evento promovido pela Sociedade Paulista de Radiologia, que reuniu em Bauru, neste final de semana, mais de 100 médicos de todo o Estado de São Paulo, especialmente do Interior.


“As pessoas acham que determinado exame é melhor ou superior a outro. Isso não é uma verdade absoluta. O interessante na área do diagnóstico por imagem é fazer associação dos vários métodos disponíveis, desde que cada um deles esteja devidamente indicado. Que tenha a melhor indicação para o que está se investigando. Hoje existe um arsenal de métodos de diagnóstico possíveis de usar em associação ou isoladamente”, acrescenta Wanderley.


Apesar das informações, os temas principais do encontro que termina hoje estiveram relacionados a ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia, além de urorradiologia. “Recebemos não só radiologistas, mas médicos de outras especialidades. Cada evento a gente aborda uma temática diferente”, comenta o especialista, que dividiu a coordenação do evento com os colegas Antonio Carlos Castro e João Abdo Neto.


Faculdade de medicina


Embora o raio X se confunda com a origem da radiologia, impossível negar que a área médica ‘persiga’ novidades tecnológicas. O bom especialista é aquele que detém o conhecimento clínico, anatômico e também o relativo à tecnologia, cada vez mais complexa e segmentada. “À medida que a possibilidade de exames vai aumentando, a tendência dos profissionais é segmentar conhecimento”, explica Wanderley.


E o Estado de São Paulo abarca muitos equipamentos considerados absolutamente de última geração. Segundo o radiologista, em território paulista, os principais centros estão situados em regiões que contam com bons serviços de formação médica. É o caso de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Campinas, além da Capital. “Em geral, essas cidades têm centros muito bons, muito completos”, reitera.


Já Bauru trilha o mesmo caminho, diante de suas necessidades e peculiaridades. O alento é que o País tem condições de trabalhar e já tem atuado em algumas localidades com equipamentos de primeiríssima qualidade, utilizados nos melhores centros internacionais, inclusive na iniciativa pública.

 

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