A baixa temporada é sinônimo de queda nos preços das passagens aéreas e, consequentemente, o momento propício para programar viagens para o exterior. Em Bauru, algumas agências de turismo especializadas em intercâmbio esperam fechar agosto com aumento superior a 20% na venda de pacotes que incluem intercâmbios culturais, educacionais e programas de trabalho.
Aproveitando o ritmo acelerado do mercado, o Rotary Club da região de Bauru, distrito rotário 4510, está com inscrições abertas para dois programas que levarão oito sortudos não rotarianos e dois filiados para a Austrália e para o Canadá, por um mês, com todas as despesas pagas.
“Agosto foi o mês de volta as aulas e a época em que o pessoal começa a nos procurar novamente para programar viagens, inclusive, os intercâmbios de final e começo de ano”, ressalta a consultora de vendas da Central Intercâmbios (C.I ) de Bauru, Letícia Fioretti.
Somente nos cinco primeiros dias deste mês, mais de 15 pessoas procuraram a Central de Intercâmbios para adquirir pacotes de viagens com o objetivo de estudar a língua inglesa ou passear pelo mundo afora.
“Em julho tivemos uma baixa por conta dos embarques, mas a média de 50 intercâmbios por mês deve ser superada, com toda certeza, em agosto e setembro”, completa a consultora.
Em outra agência da cidade, especializada em intercâmbios educacionais, a expectativa de vendas de pacotes para os próximos meses também supera a casa dos 20%.
“Neste ano, registramos aumento na procura por outros destinos além dos Estados Unidos. Os estudantes estão optando por lugares mais baratos para treinar a fluência”, pontua o diretor da Isa Intercâmbios, Luiz Henrique do Carmo.
Destinos
De fato, o primeiro destino mais procurado pelos intercambistas e viajantes de Bauru e região continua sendo os Estados Unidos, com ênfase para a cidade de Orlando, sede do Walt Disney World Resort, onde uma viagem de 15 dias, na época de verão, chega a custar, em média, R$ 6 mil.
O segundo colocado da lista é o Canadá, um dos países mais procurados para o estudo da língua inglesa, em que o pacote para a viagem de um mês, se comprado com antecedência, pode ser adquirido por R$ 10 mil.
Já o terceiro destino mais cotado seria os países da Europa, onde apesar do preço mais elevado os interessados são beneficiados pela não obrigatoriedade do visto para os estudantes que permaneçam por até um mês no exterior.
A procura, entretanto, por países menos visados como Nova Zelândia, Austrália e até mesmo pela África do Sul tem aumentado significativamente ao longo dos anos, conforme explicam as agências de Bauru.
Um intercâmbio para a Cidade do Cabo, o segundo maior município da África do Sul, por exemplo, custaria em torno de R$ 2.500,00 e, segundo Letícia Fioretti, se apresentaria como uma das maiores oportunidades de aprendizado a baixo custo.
“É um destino das descobertas. Lá as pessoas conseguem treinar o inglês e ao mesmo tempo se aventurarem com mergulhos, visitas ao safari e outras atividades por um preço baixo”, indica a consultora.
Experiência
Sérgio Coelho Navarro, 45 anos, é artista plástico e técnico em comunicações. Em 2006, ele realizou um intercâmbio cultural para a Suécia custeado pelo Rotary Club da região de Bauru.
Por mais de três semanas, ele visitou pontos turísticos, exposições de arte, empresas de telecomunicação e até as prefeituras das cidades por onde passou.
Com o conhecimento adquirido no exterior, Sérgio passou a aplicar, de modo reflexivo, as técnicas observadas em suas esculturas no Brasil. “Não mudei meu estilo de esculpir, mas o conhecimento sobre as novas formas das esculturas suecas colaborou para aprimorar o meu trabalho”, afirma Navarro.
Em busca de aprimoramento da língua e de experiência profissional, o estudante do 4º ano do curso de biologia da Universidade Sagrado Coração (USC), Caio Marinho Mello, 22 anos, aproveitou as férias de julho para praticar o inglês e trabalhar voluntariamente em uma reserva ambiental particular na África do Sul.
Por menos de R$ 4 mil, ele viajou para a cidade de Jeffreys Bay e permaneceu alojado em uma reserva por um mês conhecendo e alimentando animais da fauna africana como cangurus, guepardos e macacos.
“Voltei realizado da África e pretendo viajar para lá de novo, em breve. Agora, estou determinado a ir para a área de zoologia”, comenta o rapaz.
Leia mais em:
https://www.jcnet.com.br/Geral/2012/08/uma-pesquisa-de-arquitetura-na-europa.html
https://www.jcnet.com.br/Geral/2012/08/rotary-clube-internacional-tem-vagas-para-australia-e-canada.html
www.jcnet.com.br/Geral/2012/08/agencia-abre-500-vagas-para-trabalho-nos-emirados-rabes.html