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No Parque, tropeiros reúnem gerações no resgate às origens

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Você sabe como as nossas rodovias surgiram? O questionamento é feito pelo tropeiro Claudelino dos Santos, 62 anos, que organiza o movimento dos tropeiros pelo resgate da tradição cultural em Bauru. Na manhã de ontem, mais de 150 cavaleiros tomaram a avenida Nações Unidas, rumo ao Parque Vitória Régia, para marchar em prol a valorização do folclore e da tradição, que ajudou nos desenvolvimento das cidades. O evento, que contou com a participação de várias famílias, reuniu gerações e encerrou as atividades do calendário festivo do aniversário do município.


“O tropeirismo foi fundamental no desenvolvimento das cidades e muitos jovens não sabem disso. As primeiras rodovias foram praticamente construídas por tropeiros que andavam em cima do lombo de burros”, lembra de modo saudoso Claudelino sobre a tradição folclórica.


A Cavalgada de Tropeiros reuniu mais de 150 pessoas das cidades de Cabrália Paulista, Piratininga, Lençóis Paulista, Agudos, Duartina, São Manuel e Ubirajara. Entre os cavaleiros estavam homens, mulheres, idosos e até crianças que procuravam um espaço na marcha para desfilarem com seus cavalos.


Entre os participantes estava a comitiva Micuim de Bauru, que possui sítio em Avaí. Há 30 anos criando cavalos, na opinião da tropeira Marcia Machado, 48 anos, a tradição não pode acabar.


“Esse entrosamento da zona urbana com a zona rural, acaba valorizando o tropeirismo. Aonde tiver uma cavalgada estaremos unidos marchando”, defende a mulher, que estava acompanhada de mais de 30 integrantes de sua família no local. “Já trouxe o neto para garantir que a tradição continue”, completa Marcia, pousando para uma foto com a égua Paloma, seus filhos, Alexandre Machado, 11 anos e Angélica Machado, 27 anos e seu neto, Cauê Carvalho, 9 anos.


Outro participante que também estava com a comitiva em peso no local era o tropeiro Mário Monterani, 60 anos. “Temos que trazer toda a família para prestigiar um evento como esse, que resgata e garante visibilidade ao tropeirismo”, afirma o cavaleiro que conversava com a reportagem controlando a impaciência do cavalo Alazão sob o sol.


A reunião dos tropeiros teve início às 9h na rotatória das avenidas Moussa Tobias com a Nações Norte e Nações Unidas. Alguns cavaleiros de cidades vizinhas foram ao encontro cavalgando e outros desembarcaram os animais de caminhões no local.

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