Caracas - O governo da Venezuela informou ontem que subiu para 48 o número de mortos na explosão e incêndio da refinaria de Amuay, que começou no último sábado. A ação paralisou a produção de petróleo na unidade, a maior do país e uma das maiores do mundo.
De acordo com a governadora do Estado de Falcón, Stella Lugo, as autoridades locais estão prestando a assistência aos familiares dos mortos e dos feridos no incidente. Dos cerca de 80 feridos, sete ainda estão em estado grave e foram transferidos para a cidade de Maracaibo.
Mais cedo, o ministro de Petróleo e Mineração da Venezuela, Rafael Ramírez, afirmou que espera poder apagar o incêndio na refinaria de Amuay nas próximas horas.
Em entrevista ao canal estatal VTV, Ramírez disse que o fogo estava confinado em dois tanques de nafta. Os reservatórios são resfriados pelos bombeiros, que tentam apagar o incêndio com espuma.
Ramírez descartou as especulações de que o gás que provocou o incidente estivesse vazando há dias, chamando a versão de “infame”. O ministro também negou as especulações de falta de manutenção, revelando que o governo de Hugo Chávez investiu US$ 4,8 bi em reparos na refinaria.
Ele confirmou a criação de um comitê investigativo para determinar a origem do vazamento de gás para poder esclarecer a explosão. De acordo com o ministro, os técnicos responsáveis pela refinaria perceberam à 0h de sábado o vazamento e tentavam combater o escape de gás quando houve o acidente.
Sobre a produção na unidade, Ramírez garantiu que será retomada assim que o incêndio for totalmente debelado.