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Policiais federais decidem manter paralisação e marcam assembleia

Folhapress
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Brasília - Os agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal decidiram rejeitar a proposta de reajuste feita pelo governo federal e manter a greve iniciada no último dia 7 em todo o País. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), as negociações com o governo já ultrapassa os 900 dias.

A categoria já havia anunciado que não aceitava a proposta na semana passada e reafirmou a decisão em videoconferência realizada na noite de anteontem entre os presidentes dos 27 sindicatos da categoria. Segundo a Fenapef, as reuniões por videoconferência estão acontecendo a cada dois dias para discutir a paralisação.

Os grevistas marcaram para a próxima quinta-feira uma assembleia geral em Brasília. A expectativa é que policiais de diversos Estados compareçam à capital para decidir um cronograma do movimento. Segundo a categoria, a principal reivindicação não é salarial, mas sim a reestruturação da carreira.

O governo tem até a próxima sexta-feira para encaminhar ao Congresso Nacional a Lei de Diretrizes Orçamentárias, já com os futuros reajustes e os grevistas não descartam a possibilidade de permanecer os próximos meses em greve caso não haja acordo.

Alguns Estados fizeram ontem protestos. Em Minas, os grevistas realizaram uma passeata por volta das 14h em frente à Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte. Eles seguirão até a Assembleia Legislativa.

Em Goiás, haverá ato de protesto, com panfletagem, no aeroporto Santa Genoveva, a partir das 15h. Anteontem, os agentes da PF em Marília (108 km de Bauru), também fizeram uma doação de sangue coletiva.

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