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Copa Paulista: Para arrumar a casa

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Mantendo as tradições dos treinadores gaúchos, o técnico Amauri Knevitz sempre tem um ditado para definir uma partida. Para o duelo de hoje pela Copa Paulista, no Alfredo de Castilho, contra o Marília, o adágio futebolístico já foi definido. “Clássico é bom porque ajeita a casa”, declarou o treinador. Mas pode também desarrumar de vez. E isso vale para os dois lados.

O Norusca vem de sua primeira vitória jogando em casa e um triunfo hoje pode encaminhar a classificação e fazer as pazes do time com a torcida. Já o Marília, que atravessa grave crise financeira, vem de uma derrota por goleada e perder para o Noroeste pode significar o desmanche da equipe.

“Eles estão passando por uma crise grande por lá. Mas, isso aumenta nossa necessidade de ganhar este jogo. Se perdermos, a crise vem para o lado de cá. Clássico é assim”, teoriza Knevitz.

Ainda em relação ao peso do jogo, o treinador afirma que vale muito pela posição da tabela. Atualmente, o Noroeste é o terceiro colocado do grupo 1, com 13 pontos. Já o Marília é o vice-lanterna, como oito pontos ganhos. “É uma partida fundamental para nossas projeções”, complementa o técnico.

E o time que vem a campo para tal jogo fundamental tem uma dúvida (leia mais abaixo) e uma alteração já confirmada. O jovem volante Ruan entra no lugar de Kasado, que, no último jogo, errou no lance que gerou o gol do Barretos.

O atleta, de 19 anos, vai começar sua primeira partida como titular no time profissional justamente no clássico. Ele, entretanto, garante que está lidando bem com a pressão. “Todo mundo sabe da rivalidade que existe. Mas tem que se concentrar. Sei que nosso objetivo é jogar, ganhar e convencer”, apontou Ruan, que se define como um volante mais de marcação.

 

Adversário

Se o Noroeste vai praticamente repetir o time que venceu o Barretos no último sábado, o Marília vem repleto de mudanças. Seja por expulsão, contusão ou opção tática são cinco caras novas.

Entre as novidades, estão o goleiro Luiz Fernando, os defensores Guilherme e Douglas e os meio-campistas Juninho Ortega e Daniel Abelha.

Como uma derrota amanhã praticamente decreta a desclassificação virtual da equipe, comenta-se que vários jogadores possam ser dispensados e que o Marília termine a competição só com a base. Então, muitos atletas devem vir com uma motivação a mais.

 

Cria-se pouco? Pode piorar...

No treinamento de ontem, Diogo sentiu uma pancada no tornozelo direito e virou dúvida para a partida. Ele ainda será avaliado pelo departamento médico. Se não tiver condições, a vaga fica com Daniel Grando. De acordo com Amauri Knevitz, a incógnita deve permanecer até minutos antes da partida.

O desfalque é preocupante para o técnico. Diogo era o jogador que vinha se destacando na criação das jogadas ofensivas, algo que o time demonstra grande carência desde o começo da competição. Na vitória contra o Barretos, ele fez a assistência do primeiro gol e também deu o passe para Velicka, que sofreu o pênalti na virada do Norusca.

“Realmente perdemos na criação. O Daniel pode dar mais força na frente, mas o Diogo é melhor no começo da jogada. Se ele não puder jogar, fará falta”, conclui o treinador. 

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