Política

HB: ?Estado quer solução para ontem?

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Uma reunião chamada pela Secretaria do Estado de Saúde foi realizada na última terça-feira, com participação do titular da pasta, Giovanni Guido Cerri, e do promotor das Fundações em Bauru, Luís Gabos Álvares. De volta ao município, ele se diz estar otimista com o empenho do governo paulista em busca de uma solução rápida para o problema em que se transformou o Hospital de Base.

“Tinha o receio de ter que convencer os entes públicos sobre a necessidade da solução, mas isso não foi necessário. Essa questão está sendo tratada como prioridade e o Estado quer a solução para ontem. No entanto, o único prazo que está definido por enquanto é o final do ano”, pontuou.

Esse, aliás, o é marco que define a ‘morte operacional’ da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que, por conta de suas dívidas, não tem o cadastro necessário junto à Secretaria do Estado de Saúde para firmar novos contratos de prestação de serviço, como adiantou o Jornal da Cidade.

Apesar do otimismo, Álvares não conhece ainda o modelo que será adotado para a gestão do HB, inicialmente proposto pela administração dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo município, com prestação de serviços pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp).

Questões em torno do passivo e do futuro dos quase 1.000 funcionários do hospital não estiveram na pauta do encontro, pois segundo Álvares, dependem da definição do modelo de gestão que será proposto. No entanto, o promotor avisou que o Estado está disposto a manter os repasses extras, que atualmente são de R$ 1,5 milhão. Luís Gabos ressalta que quando receber o documento com o modelo de gestão vai analisar, principalmente, o ‘prazo de validade’ da solução proposta. “Tem que atender o interesse público e isso significa que não pode ser uma resposta para curto prazo para novos problemas surgirem daqui a três ou cinco anos”, encerra.

O promotor afirma que também atualizou números referentes ao Hospital de Base para o secretário Guido Cerri. O passivo é de R$ 150 milhões, sendo R$ 110 milhões de origem tributária e previdenciária; 15 milhões, trabalhista; e R$ 25 milhões junto a fornecedores.

 

Primeira reunião

Na manhã de ontem, o secretário municipal Fernando Monti e a diretora da Divisão Regional de Saúde (DRS-6) tiveram a primeira reunião da ‘força-tarefa’, que vai discutir a transferência do Base para a Famesp, embora representantes da mesma não tenham participado deste encontro.

Questões trabalhistas e valores não foram discutidos. Monti explica que a questão assistencial terá o enfoque da primeira etapa dos trabalhos. A proposta é de que o HB concentre, fundamentalmente, atendimentos na área de traumatologia, que abrange cirurgias gerais, gástricas, toráxicas, cardíacas e neuro.

O secretário conta ainda que a pasta municipal da Saúde vai estudar a possibilidade de assumir diretamente alguns serviços do HB, como os de oftalmologia e laboratoriais.

Os próximos encontros acontecerão às segundas-feiras, provavelmente com participação da Famesp, além de representantes da assessoria da Secretaria de Estado.

 

 

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