São Paulo - Após deixar a disputa pela Prefeitura de Osasco, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) afirmou ontem que ficará calado neste momento. “Há o momento de falar, e o momento de ficar calado. Agora é a hora de ficar calado”, disse o petista, primeiro político condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes relacionados ao mensalão.
O momento de silêncio não deve impedir que João Paulo participe das articulações da campanha em Osasco. Ele tem dito a aliados que está se sentido injustiçado.
Na manhã de ontem, o deputado se reuniu com o prefeito Emídio de Souza (PT), o novo candidato petista Jorge Lapas e a coordenação de campanha. O encontro ocorreu no Sindicato do Comércio Varejista de Osasco e Região. “João Paulo é um dos caras que conduz o partido na cidade”, disse o presidente do diretório municipal do PT, vereador João Gois Neto, que o também chamou de “militante”.
Segundo o dirigente, ainda não foi definida a presença do deputado em atos públicos. O novo candidato a vice, o vereador petista Valmir Prascidelli, faz parte do grupo político de João Paulo.
Ontem, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, previu que a Câmara Federal respeitará a Constituição e cassará o mais rápido possível o mandato do deputado João Paulo Cunha.