Internacional

Brasil apoia investigação de suposto massacre de índios na Venezuela


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Manaus - A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou ontem que o governo do Brasil se ofereceu para apoiar, inclusive com recursos logísticos, o governo da Venezuela na investigação de um suposto massacre de índios ianomâmis por garimpeiros brasileiros.


O ataque teria acontecido em julho, na aldeia Irotatheri, localizada na cabeceira do rio Ocamo, em território venezuelano. Garimpeiros brasileiros cercaram a casa coletiva dos índios e dispararam com armas de fogo contra eles, segundo um comunicado enviado a ONGs do Brasil pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia, da Venezuela. Não há uma estimativa do número de mortos.


A aldeia fica a quatro dias de caminhada da aldeia brasileira de Okiolo, no rio Auaris, extremo noroeste de Roraima.


Anteontem, a presidente da Funai, Marta Maria Azevedo, se reuniu com o subsecretário-geral da América do Sul do Itamaraty, embaixador Antonio Simões, e com o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arvelaiz.


Azevedo disse que o “incidente grave” foi comunicado na terça-feira pelas ONGs brasileiras Hutukara Associação Yanomami, sediada em Roraima, e Instituto Socioambiental (ISA), de São Paulo.


Ela disse que autoridades venezuelanas estão mobilizadas para investigar a denúncia e que o Brasil indicou a disposição em apoiar os esforços da Venezuela. Uma missão está sendo organizada para ir até o território indígena e ouvir os sobreviventes do conflito.

 

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