Londres - O chanceler britânico, William Hague, disse ontem que seu país e o Equador deveriam retomar assim que possível as negociações sobre o destino do fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, que está refugiado desde junho na embaixada equatoriana em Londres, na esperança de escapar da extradição para a Suécia, onde é suspeito de crimes sexuais. O Equador concedeu asilo a Assange, mas o ativista digital australiano pode ser preso se sair da sede diplomática na região central de Londres. O caso abriu uma crise entre os dois países, mas a tensão já diminuiu. “Acreditamos que nossos dois países deveriam ser capazes de encontrar uma solução diplomática”, disse Hague em nota.
“Convidamos o governo do Equador a retomar, assim que possível, as discussões que mantivemos até agora sobre esse assunto.”
O Equador diz que Assange tem motivos para temer que, após a extradição para a Suécia, ele seja transferido para os EUA, onde poderia ser julgado por ter divulgado em 2010 milhares de documentos diplomáticos norte-americanos secretos. Mas Hague disse que essa hipótese é “completamente infundada”, e que a Suécia deveria pedir autorização a Londres para extraditar Assange a algum país de fora da UE.