Bairros

Polícia investiga se menina de 11 anos foi estuprada

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Um crime que, infelizmente, torna-se cada vez mais presente nas páginas de jornais. Assim é a violência sexual contra crianças e adolescentes. Ontem, a Polícia Civil iniciou as investigações de mais uma denúncia de estupro em Bauru. A vítima seria uma garota de 11 anos que, supostamente, estaria sendo abusada por um primo de sua mãe há cinco anos.

Para proteger a suposta vítima e por conta da nebulosidade dos fatos, todos os nomes - inclusive o do acusado - foram preservados pela reportagem.

As suspeitas vieram à tona na última sexta-feira após a criança se queixar de dores abdominais. Ela foi conduzida ao Hospital de Base (HB), onde o médico da instituição teria constatado sinais de violência sexual.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). “O autor dos abusos seria o irmão da mãe, um homem de 34 anos. Há algum tempo, eles moravam todos juntos em um mesmo terreno”, aponta a delegada Priscila Alferes.

Ainda de acordo com a delegada, a garota conversou informalmente com os policiais ontem. A suposta vítima teria confirmado que sofria abusos desde os 6 anos de idade.

“Ela disse que não era ameaçada. Só afirmou que tinha medo dele”, acrescenta.

Ontem, a garota passou por exames no Instituto Médico Legal (IML). O laudo será emitido somente dentro de aproximadamente 15 dias, porém, a Polícia Civil já adiantou que os exames preliminares apontaram que a relação sexual não foi consumada.

A princípio, seria pedida a prisão temporária do suspeito por 30 dias, porém, por conta das divergências nos fatos, ele foi liberado. A polícia não descarta, entretanto, que ele possa ser detido no decorrer das investigações.

Na delegacia, o advogado de defesa do acusado preferiu não se pronunciar, uma vez que ainda não há nada concluído sobre as denúncias.

Os familiares da garota de 11 anos não quiseram conversar com a reportagem. Ao sair do IML, a mãe apenas relatou que “nada aconteceu”. Antes de ir embora, ela negou que o suposto agressor fosse seu irmão, dizendo que é um primo dela.

Lá, estava ainda a outra filha da mulher, uma jovem de 14 anos. As investigações também vão apurar se algo ocorreu com ela. No IML, esta adolescente teria se negado a fazer qualquer tipo de exames, alegando que não havia sofrido qualquer abuso. O caso está sendo acompanhado também pelo Conselho Tutelar de Bauru.

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