"Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia". Recentemente, recebi uma conta do DAE, fora da minha média de consumo mensal, sobre um gasto do precioso líquido, que eu acredito não ter realizado.
Mudei recentemente (há 7 meses) para uma casa nova, construída por minha conta e, logicamente, com a parte hidráulica zero quilômetro. De repente, a conta veio multiplicada, muito alta para uma casa com apenas um casal de moradores.
Acionei o DAE no Poupatempo, fiz, seguidamente, todos os testes para verificar qualquer tipo de vazamento em torneiras, válvulas, etc, e todos foram negativos. O problema estava no hidrômetro que girava loucamente quando se iniciava o consumo. O DAE verificou o hidrômetro e a conclusão a que chegaram é que eu deveria pagar a conta e ponto final.
O problema não é a conta em si, mas a forma como a "coisa" é imposta, de cima para baixo, sem uma explicação plausível. Na qualidade de usuário, tenho o direito de saber "o que" e "por que" estou pagando.
Circula na internet a imagem de um sapo sendo engolido por uma ave pernalta, com o corpo quase todo dentro do bico e as mãozinhas do sapo esganando o pescoço da ave com o título: "Não desista nunca". (continua). Essa imagem poderia representar o cidadão, contribuinte e cumpridor dos seus deveres, lutando e protestando contra o que considera injusto.
Olivo Costa Dias