Sempre que se interrogam candidatos sobre algumas questões, percebe-se como são evasivos evitando respostas que lhes possam comprometer a "arrecadação" de votos. Deveriam divergir não sobre quantidades de quadras e critérios, mas sobre quem paga pelo asfalto. Não estamos mais em condições de fazer cortesia com o chapéu alheio com o poder público "via imposto", arcar com gastos diversos que muitas vezes beneficiam apenas donos de terremos à espera de valorização.
Outra coisa que ninguém ousa falar é que talvez asfaltar seja um "crime premeditado" com consequências drásticas para o futuro. Deveríamos estar falando em "pavimentação" e todas as suas variantes. E não em asfalto (impermeabilizador do solo). Por que asfalto para todos os lados? Não seria melhor repensar o uso de outros materiais? Há muitos assuntos que acostumamos a aceitar e nem discutimos mais. Deixando os candidatos em uma faixa confortável de sempre trazer as mesmas alternativas para uma cidade ao menos 40 anos diferente no tempo.
Mauricio G. de Moura