Política

Oposição questiona eleição no Sinserm

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

A Chapa 2, ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), apresenta hoje pedido de medida cautelar para suspender o ato que declarou vitoriosa a Chapa 1 no processo eleitoral para o comando do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm). A votação aconteceu nos dias 16 e 17 de setembro. A chapa ganhadora é formada por membros da atual diretoria, ligados à Conlutas, que buscavam a reeleição. Os opositores vão embasar o pedido a partir do termo de ocorrência elaborado no dia do pleito, pela Polícia Militar (PM).

Isso porque o documento contém o relato do policial, confrontando a versão da atual diretoria. Segundo o termo, como não foi atingido o quórum mínimo de votantes, houve acordo entre os advogados das duas chapas para que os votos fossem inutilizados. Dessa forma, teriam sido incinerados com a anuência e na presença das duas partes.

No entanto, a diretora do Sinserm Sônia Carvalho sustenta a versão de que, não apenas os votos, mas outros documentos relacionados ao processo eleitoral foram queimados por representantes da CUT, após invasão da sede do sindicato. O suposto ato, chamado de criminoso pela Chapa 1, é argumento para a que a comissão eleitoral tenha decidido pela vitória situacionista.

Sonia diz ainda que a falta de quórum foi apenas pressuposta, já que o tumulto não permitiu sequer que tenham sido contados os votos. Ela afirma ainda que nenhum advogado de sindicato tem permissão para tomar decisões em relação ao processo eleitoral. Vale lembrar que Michel de Souza Brandão e Hudson Ricardo da Silva, representantes legais da chapa 2 no episódio, foram demitidos pela diretoria do sindicato.

A CUT nega a invasão e diz que servidores municipais apenas adentraram a sede do sindicato porque a Chapa 1 se recusava a inutilizar o material eleitoral.

Os representantes do grupo de oposição sustentam a informação de que foram colhidos 943 votos, sendo que o quórum seria de 1.043. Os relatos são de quem uma ata teria sido elaborada, convocando nova eleição no prazo de 15 dias, como prevê o estatuto em casos de votações que não atinjam o número mínimo de eleitores.

No entanto, o coordenador regional da CUT, Francisco Wagner Monteiro (Chicão), alega que a representante da Chapa 1, Sônia Carvalho, teria se recusado a assinar e, posteriormente, a atual diretoria teria dado fim ao documento. “E a vitória deles foi declarada na calada da noite, depois que todos tinham ido embora”.

A dirigente citada nega a informação.

Vídeo

Chicão da CUT também critica o vídeo divulgado pelo Sinserm, exibindo cenas da suposta invasão à sede da entidade. Ele afirma que as imagens foram editadas da forma que interessava à atual diretoria. Por conta disso, também foi solicitada junto ao 3º DP as gravações originais do circuito de segurança, captadas no dia da votação.

O representante da central afirma que as diretoras do Sinserm Idelma Corral e Sônia Carvalho serão processadas por calúnia e difamação.

 

Imposto sindical vira  mais uma polêmica

A CUT trouxe a público, ontem, a denúncia de suposta omissão por parte da atual diretoria da entidade. Isso porque, no balancete referente ao mês de março, não consta arrecadação do imposto sindical cobrado anualmente. Em contrapartida, demonstrativos de pagamentos mensais de servidores apontam o desconto referente a um dia trabalhado.

O imposto sindical está previsto pela legislação trabalhista e é descontado de todos aqueles registrados pelo regime CLT, independentemente de associados ou não às entidades. No caso da administração pública local, apenas os servidores da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) se enquadram nela.

A Emdurb informou ao Jornal da Cidade que o montante descontado de seus 651 funcionários foi de R$ 33.406,66 mil. O imposto sindical é recolhido sempre no mês de maio e não depende da associação ou não dos trabalhadores à entidade representativa.

A CUT apresentou ainda demonstrativos de celetistas de Cabrália Paulista, onde o Sinserm também atua.

Já o balancete apresentado para documentar a denúncia foi publicado pela edição de 20 de abril de 2012 do jornal do Sinserm.

Idelma Corral, diretora da entidade, afirma que o valor de R$ 20.079,14 está contabilizado no balancete de maio, mês em que os valores são, de fato, repassados pela Emdurb. No entanto, ele ainda não foi publicado nas edições mensais do jornal do sindicato “por falta de espaço”.

A entidade alega que o balancete em questão deva ser publicado na edição de setembro do jornal. “No entanto, ele já está disponível no sindicato para todos os servidores”, disse Idelma.

A diferença no valor é porque os sindicatos ficam com apenas 60% do valor descontado. O restante é direcionado às centrais e confederações.

Como é o imposto sindical é cobrado de todos os trabalhadores, independente de associação aos sindicatos, ele é bastante criticado, pois muitas entidades se acomodam e não mobilizam a sua categoria, pois tem essa fonte de renda garantida anualmente.

 

Agenda dos candidatos

Chiara Ranieri (DEM)

9h30 – Visita à Delegacia da Mulher

14h – Visita à empresa

16h – Bate-papo no colégio Dinâmico

19h – Visita ao Jardim Ouro Verde

Clodoaldo Gazzetta (PV)

9h – Entrevista na sede do PV

10h – Bate-papo com estudantes

11h – Gravação de programa de rádio

14h – Gravação de programa de TV

20h – Reunião com simpatizantes e apoiadores na Vila Paraíso

Rodrigo Agostinho (PMDB)

7h30 – Entrevista na rádio 94FM

10h – Aniversário do 12º Agrupamento de Bombeiros

14h – Abertura do InterCircu no ginásio Darcy Improta

19h – Abertura da Expotécnica em Tibiriçá

Noite – Reunião com candidatos a vereadores nos bairros

Paulinho (PSTU)

14h – Entrevista no colégio Dinâmico

15h – Entrevista na sede do PSTU

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