João Rosan |
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Danilo Rodrigues dos Santos, 21 anos, teve a prisão temporária decretada por 30 dias |
Foi preso ontem um dos suspeitos de ter participado do assalto a uma residência no Jardim Estoril 3, que terminou com uma mulher baleada na última terça-feira. Danilo Rodrigues dos Santos, 21 anos, foi detido durante patrulhamento realizado pela Polícia Militar (PM) e confessou o crime (leia mais na página 5).
Com ele, foi encontrada uma medalha de ouro com a inscrição do primeiro nome da advogada atingida pelo disparo, Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos. Até o fechamento desta edição, Danilo, que teve prisão temporária decretada, prestava depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e seria encaminhado ainda ontem à Cadeia Pública de Avaí. A polícia ainda procura os outros dois homens que teriam participado do assalto.
O suspeito foi abordado por volta das 11h15, enquanto trafegava com sua motocicleta Honda Titan de cor preta, placas de Bauru, na quadra 16 da rua Azarias Leite. De acordo com policiais da Força Tática, ao perceber a aproximação da viatura, ele teria jogado uma sacola plástica no asfalto.
“Inicialmente, pensamos que seria droga. Depois de abordá-lo, recolhemos o invólucro e descobrimos que eram joias”, comenta o tenente Rodrigo de Ângelo, comandante do 2º Pelotão de Força Tática da PM.
Dentro do saco plástico, estavam a medalha com o nome de Idalina, uma pulseira com o nome da filha dela e uma aliança com o nome da mãe da advogada. Também foram apreendidos outros quatro anéis, mais duas pulseiras, um pingente, uma corrente e dois pares de brinco, todos eles de ouro.
A tempo
Inicialmente, Danilo alegou que havia encontrado os objetos próximo à linha férrea, mas, depois, confessou que haviam sido roubados da casa da advogada. “Ele disse que estava com as joias porque estava indo vendê-las no Centro, porque estava precisando de dinheiro. Mas conseguimos abordá-lo a tempo”, completa o tenente.
Depois de confessar a participação no assalto, Danilo levou os policiais militares até as margens da ferrovia, nas imediações da Vila Zillo, em um matagal onde uma maleta estava escondida. O local fica a cerca de 800 metros da residência assaltada no Jardim Estoril.
Na bolsa, estavam as duas armas roubadas da casa - uma pistola 765 e um revólver calibre 22 - e 152 munições calibres 765 e 38, que também pertenciam ao marido da vítima. Todo o arsenal do morador, que seria praticante de tiro ao alvo, está devidamente regularizado.
A maleta apreendida continha ainda outros dois revólveres calibres 32 e 38. Segundo informações prestadas pela DIG, o 38 estava com uma munição deflagrada e foi confirmado como sendo produto de furto.
Existe a possibilidade de que esta arma tenha sido utilizada para ferir Idalina, que ainda permanece com o projétil alojado no corpo. Caso os médicos decidam submetê-la a cirurgia para a retirada da bala, a munição poderá ser analisada para descobrir se foi disparada pelo revólver apreendido ontem.
Relembre o caso
A advogada Idalina Aparecida Lorusso Barbosa, 46 anos, foi atingida por um único disparo quando chegava em casa, no Jardim Estoril 3, na noite da última terça-feira. Ela foi ferida na região das costelas e segue internada no Hospital Beneficência Portuguesa.
A mulher, que também é funcionária da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-policial militar, abriu o portão eletrônico e foi surpreendida por três assaltantes que já estavam na garagem da residência. Pouco tempo antes, eles já haviam rendido o marido dela, de 49 anos, a filha de 15 anos e o filho de 18 anos, também no momento em que a família chegava em casa.
Ainda por motivos a serem esclarecidos, um dos assaltantes atirou contra o Corolla da advogada, que conseguiu dirigir por duas quadras e pedir socorro a um vizinho. Após o disparo, os assaltantes - que estavam com os rostos cobertos por camisetas - fugiram a pé levando joias, dois celulares e duas armas da família.
Quando os homens saíram, o marido de Idalina tentou reagir e disparou pelo menos quatro vezes com uma arma calibre 32 em direção aos criminosos, que aparentemente não foram feridos.
Escolha da casa foi por ‘oportunidade’
Danilo Rodrigues dos Santos teria dito aos policiais militares que a residência alvo do assalto foi escolhida por uma questão de oportunidade. “Pelo que ele nos contou, eles estavam andando pelo bairro e, quando perceberam um carro se aproximando de uma das casas e viram que o portão estava sendo aberto, decidiram que aquela seria a vítima”, revela o comandante da 1ª Cia. da PM de Bauru, capitão Paulo César Valentim.
Os assaltantes teriam chegado a pé e o plano era carregar o carro da vítima com objetos de valor e fugir com o veículo. As circunstâncias em que o crime ocorreu, no entanto, ainda são apuradas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Na madrugada de quarta-feira, um homem chegou a ser detido por suspeita de ter participado do crime. Porém, como as vítimas não tiveram convicção durante o reconhecimento, ele acabou sendo liberado. Até o momento, o assaltante que teria uma cicatriz logo abaixo de um dos olhos, segundo a descrição de uma das vítimas, não foi localizado.
