Rural

Safra 2012 terá 164,5 milhões de toneladas, de acordo com IBGE


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O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de agosto projeta uma safra de 164,5 milhões de toneladas em 2012, com alta de 0,7% ante o levantamento de julho, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se confirmada, a safra será 2,8% superior à do ano passado, quando foi de 160,1 milhões de toneladas.

A área a ser colhida em 2012 será de 49,5 milhões de hectares, um aumento de 1,6% em relação à área colhida em 2011, informou o IBGE. Houve um aumento de 0,2% na comparação com a avaliação de julho.

As três principais culturas - arroz, milho e soja, que somadas representam 91,3% do volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas - respondem por 85,1% da área a ser colhida. Em relação a 2011, o arroz teve sua área reduzida em 13,4%, enquanto o milho e a soja tiveram um aumento de 11,1% e 3,8%, respectivamente. A produção do milho aumentou em 29,3% ante 2011, enquanto a de arroz caiu 14,9%, e a de soja sofreu redução de 12%.

Milho

A produção nacional de milho será ainda maior em 2012 do que a estimada em julho, segundo o LSPA. De acordo com as avaliações do IBGE, a produção nacional recorde de milho em grão está estimada em 72.750.724 de toneladas, 1,8% superior à avaliação de julho. A primeira safra aumentou 2,2%, enquanto a segunda safra cresceu 1,5%, em comparação com a previsão de julho.

A primeira safra de milho participa com 47,0% no volume total da produção e está estimada em 34.208.291 de toneladas. Houve reavaliações positivas em Santa Catarina (13,2%), Goiás (3,8%), Maranhão (19,0%), Paraná (0,7%), Distrito Federal (10,2%), Pará (0,4%) e Rio Grande do Norte (3,1%).

Já a segunda safra de milho em grão, que representa 53,0% da produção nacional do cereal, está avaliada em 38.542.433 toneladas, um aumento de 1,5% na comparação com o levantamento de julho. A área a ser colhida, porém, diminuiu em 0,3%, o que foi compensado pelo aumento no rendimento em 1,7%.

A estiagem fez a região Nordeste diminuir as previsões para a safra, com redução de plantio de 4,6% e de 11,6% na área a ser colhida, resultando em uma produção 5,5% menor que a estimada em julho. O rendimento aumentou 7%, atenuando um pouco a perda de produção.

A região Centro Oeste, maior produtora do milho na segunda safra (25.497.374 t), com 66,2% da produção nacional, apresentou aumento de 2,6% na produção e de 2,2% no rendimento médio. Houve atualização dos dados de Mato Grosso do Sul, que aumentou sua estimativa de produção e rendimento médio em 10,2%. Goiás e Distrito Federal também aumentaram as estimativas de produção para a segunda safra de milho em 2,3% e 24,1%, respectivamente.

Revisões

O aumento na previsão para a safra nacional de grãos de 2012, na passagem de julho para agosto, foi puxada pelas revisões na produção de milho e por um aumento na estimativa para o feijão 3ª safra, segundo o IBGE.

"Em relação a 2011, o aumento é puxado pelo milho. Na comparação à estimativa de julho, a revisão foi puxada pelo milho e um pouco do feijão 3ª safra", afirmou Mauro Andreazzi , gerente da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

Feijão

O feijão 3ª safra registrou um aumento de 5,6% na estimativa de produção em agosto ante julho. Goiás teve aumento de 20,8% na área plantada e de 21,0% na produção esperada em relação ao último levantamento. Contribuíram também revisões na estimativa de produção do Paraná (com aumento de 24,9%) e de Mato Grosso (com expansão de 2,5%).

A área plantada de feijão, considerando as três safras, está avaliada em 3.157.345 de hectares, 18,9% menor do que a do ano anterior. A produção caiu 17,6%, para 2,9 milhões de toneladas, mas ainda é 0,6% maior que a informação de julho, graças à expansão nas 2ª e 3ª safras do produto. "O problema do feijão foi estiagem e preço também na hora do plantio", explicou Andreazzi.

A estimativa para a safra de soja deste ano veio ligeiramente melhor em agosto do que em julho, segundo o IBGE. Houve aumento de 0,2% na previsão do LSPA de agosto em relação à do mês anterior.

A revisão de 0,2% foi resultado de pequenas variações positivas no Paraná (0,4%), Goiás (1,0%), Minas Gerais (0,2%) e Pará (5,4%).

"Mas é só um ajuste mesmo. A produção já está toda colhida. Daqui a pouco já começa a ser plantada, em novembro, a safra para o ano que vem", explicou Andreazzi. Entretanto, a produção esperada de 65.973.911 toneladas ainda é 12% menor do que a registrada no ano passado.

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