Ao amanhecer, um novo caminhar é iniciado, pegadas deixadas. Um recomeço envergonhado, juvenil. Novos sonhos espantados nos sorrisos. Fora proclamada a paradoxal independência. A busca pelo recomeçar digno, o acreditar na melhoria ofuscada pela soberba, pelos interesses históricos burgueses.
O povo, ou melhor, o público se torna um terceiro de sua própria história. Com a ingenuidade pueril, panglossiana, a população fielmente segue a ilusão de independência e progresso. "Ordem e progresso". Realmente acorre? Em um país cujo acesso a necessidade básica torna-se uma batalha, o momento de lutar por estas conquistas apenas começou. E você, já se cidadanizou diante das suas independências?
Taynara Nakashima