A expectativa da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Bauru é de uma geração aproximada de 4,5 mil postos de trabalho, com carteira assinada, até dezembro. Contudo, o contingente de recém-contratados pode ser ainda maior, se consideradas estimativas sobre trabalhadores de serviço novo há pouco tempo ou sobre negócios com inauguração em breve futuro.
Entre eles, o novo shopping center da cidade, erguido na Vila Antarctica. Apenas no empreendimento, trazido à cidade pelo Grupo Marca, as contratações (realizadas no primeiro semestre e futuras) estão estimadas, ao todo, em 2,5 mil, apenas para a construção do prédio, com previsão de entrega para novembro.
Já as operações do novo empreendimento também podem contar com algo em torno de 2,5 mil funcionários diretos e 15 mil indiretos, calculou o Grupo Marca, antes mesmo do início das obras. “Todas as expectativas, desde 2008, quando iniciamos os estudos e pesquisas de mercado, foram confirmadas”, considera Avelino Cortelini, revelando que os cálculos para contratações, em empreendimentos de grande porte, geralmente, são baseados nas dimensões de áreas construídas.
Além do segundo shopping center a ser implantado na cidade, outras empresas estudam iniciar negócios na cidade, entre eles, antecipa Rodrigo Riad Said, titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Entre eles, lojas de varejo ligadas a uma grande rede atacadista, bem como importantes empreendimentos nos segmentos de material esportivo e construção.
No Bauru Shopping também haverá incremento em contratações, mas as estimativas deverão ser formuladas ainda ao longo da semana.
Tijolo por tijolo
Dentro da construção civil, ainda de acordo com o secretário do planejamento, apenas no primeiro semestre, 611 obras foram regularizadas. Atualmente, sete edifícios residenciais são erguidos. “Isso dá um total de 2.528 unidades. Isso, inevitavelmente, resulta em demanda por mão de obra”, salienta Rodrigo.
Para o diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) em Bauru, Renato Parreira, o cenário no setor, apesar de não haver mais o crescimento meteórico registrado há dois anos, é positivo, com previsão de alta nas contratações para até o final do ano. “Há uma variação muito grande, com obras em início e término”, ressalva. “Mas a tendência é de crescer”, vislumbra.
Conforme o sindicato, nos primeiros seis meses do ano, o acréscimo de vagas no setor em Bauru foi de 7,2%, meta que deve ser repetida no segundo semestre. “Antes, tínhamos 16,4 mil empregados no setor, hoje são mil a mais”, contabiliza, salientando que, no último mês do ano, a tendência é a diminuição nas contratações. “Nas festas de fim de ano, geralmente, as obras desaceleram”, detalha.
Conforme Parreira, o crescimento em geração de empregos dentro da construção civil em Bauru foi maior do que a média nacional, em torno de 5%. “O mercado estabilizou entre 2011 e 2012. Mas o crescimento é constante e estamos num patamar tranquilo, sem influência de crises externas”, conceitua.
Duas mil vagas no comércio
Na esteira do crescimento e já em ritmo de preparação para as vendas no final do ano, o varejo também apresenta boas perspectivas de contratações, muitas delas efetivas.
De acordo com a Câmara de Dirigentes Logistas (CDL), a expectativa até dezembro é de abertura de 2 mil postos de trabalho para funcionários temporários. “Cerca de 30% são efetivados”, calcula José Aldemiro Alves, vice-presidente da entidade.
Porém, o setor também enfrenta dificuldades em contratar mão de obra qualificada. “Vaga tem o ano todo”, assegura Aldemiro. “O desafio é encontrar profissionais com a qualificação exigida”, observa. “Antigamente, recebíamos muitos currículos. Hoje a situação é inversa”, testemunha o dirigente, proprietário de estabelecimento no centro da cidade.