Gastronomia

Hambúrguer

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

No século 19, a verdadeira carne de Hamburgo era considerada um caro alimento gourmet. Em teoria, era um produto proveniente do gado criado na região de Hamburgo, na Alemanha, e servida em forma de bolinhos para ser consumida com garfo e faca. Com a industrialização dos Estados Unidos surgiram as carroças de alimentação para suprir os trabalhadores noturnos. Comer carne com pão era rápido, dispensava utensílios e "sustentava". Mas o hambúrguer que conhecemos hoje, servido com fritas e refrigerante, é um fenômeno pós II Guerra Mundial, quando o lanche de 5 centavos de dólar consumido por operários passou a ser oferecido nos bairros mais abastados. Um desses estabelecimentos era o dos irmãos Richard e Maurice McDonald, no estado de Illinois, em 1955. Tornou-se o símbolo do fast-food.
Hoje o McDonalds existe em 120 países com mais de 35 mil lojas. Vende 65 milhões de hambúrgueres por dia e fatura 20 bilhões de dólares anuais. Muitas outras redes surgiram da clonagem do McDonalds, como o Burguer King, Wendy?s e Jack in the Box. Considerados exóticos na época em que apareceram, esses estabelecimentos passaram a significar conveniência, lazer, familiaridade e até conectividade com o mundo. Os clientes são conquistados pela eficiência e pela uniformidade dos serviços e produtos. Existe até uma Universidade do Hambúrguer, mantida pelo McDonalds, para assegurar padrão e qualidade. Existem os críticos do "imperialismo norte-americano" e as acusações de que os lanches engordam pelo alto teor de gordura. As redes trataram de fazer o sanduíche mais light e com sal reduzido.

No Brasil, o Bob?s, fundado pelo norte-americano, Albert Falkenburg, também se consolidou como cadeia de fast-food.

Em 2005, o Zuma, badalado restaurante de Londres, passou a vender um hambúrguer feito com Kobe beef a um preço de 104 dólares. O boi japonês é criado confinado, massageado por especialistas todos os dias e toma cerveja para a carne ficar macia. O restaurante Flor de lys, de Las Vegas, realizou um salto quântico ao oferecer um hambúrguer de 5 mil dólares com champagne e com direito a um certificado provando que o cliente o consumiu. Outros mais caros devem surgir com a única intenção de serem listados no Livro dos Recordes.

O Senac São Paulo acaba de publicar o livro "Hambúrguer ? uma história global", de Adrew F. Smith, que se lê rápido, em ritmo de fast-food, mas contém informações que sustentam.

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SANDUÍCHE DE BIFE HAMBURGUÊS


Entre fatias finas de pão branco ligeiramente barradas com manteiga, coloque o hambúrguer previamente frito na manteiga, até ficar bem passado. Pressione o pão e a carne e guarneça o sanduíche com picles. Sirva em seguida.

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HAMBÚRGER À MODA


Misture 600 gramas de carne moída (patinho ou alcatra) com um ovo ligeiramente batido, uma colher (sopa) de mostarda, duas colheres (sopa) de ketchup, uma colher (chá) de tomilho e um pouco de pimenta-do-reino. Faça seis círculos achatados; polvilhe-os ligeiramente com farinha retirando o excesso. Aqueça duas colheres (chá) de óleo na frigideira e frite os hambúrgueres por 3 a 5 minutos de cada lado, até o ponto desejado. É só colocar muçarela em cima para derreter e servir entre duas fatias de pão macio.

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HAMBÚRGER DE FRANGO DA PALMIRINHA


Ingredientes:

2 peitos de frango moídos

1 colher de sopa de cebola ralada

1 colher de chá de mostarda

1 pão francês amolecido

1 envelope de caldo sabor galinha, dissolvido em 1 xícara
de chá de água

1 colher de sopa de molho de soja

5 a 6 colheres de sopa de óleo para fritar

Molho rosado:

2 colheres de sopa de margarina

2 colheres de sopa rasas de farinha de trigo

1 envelope de caldo de galinha, dissolvido em 2 xícaras de chá de água

Sal a gosto

1 colher se sopa de catchup

Modo de fazer:

Num refratário, coloque o frango moído, a cebola, a mostarda, o pão francês embebecido no caldo de galinha dissolvido com água, e o molho de soja. Amasse com as mãos até que todos os ingredientes se incorporem totalmente.

Modele os hambúrgueres, aqueça o óleo e frite dos dois lados. Para fazer o molho, derreta a margarina e acrescente a farinha de trigo. Misture, junte o caldo de galinha dissolvido com água, aos poucos, e o sal (opcional). Mexa até ferver. Adicione o catchup e misture para incorporar. Deixe cozinhar em fogo baixo por 15 a 20 minutos.

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