João Rosan |
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Em Bauru, incidência foi tão mínima ontem que nem foi considerada chuva pelo IPMet da Unesp local. Já algumas cidades da região chegou a registrar uma chuva amena. |
Ontem pela manhã, moradores de Jaú, Botucatu, Ibitinga, Piratininga, Agudos, Bocaina, Lençóis Paulista e Pederneiras puderam sentir novamente o ‘gostinho’ da chuva. Porém, a precipitação pluviométrica foi tão pequena e rápida que não foi possível sua medição pelas estações do Instituto de Pesquisas Meteorológicas da Unesp (IPMet). Em São Manuel, as pancadas foram um pouco mais intensas. Até o final desta semana, não deve chover novamente.
Pela manhã, o radar meteorológico do IPMet, instalado em Bauru, detectou a ocorrência de chuvas de fraca a moderada, algumas com descargas elétricas, no sul e sudeste do Estado de São Paulo.
Entre 6h30 e 7h, segundo o IPMet, as chuvas passageiras chegaram a alguns pontos de municípios como Jaú, Botucatu, Ibitinga, Piratininga, Agudos, Bocaina, Lençóis Paulista, Pederneiras e São Manuel.
Em Bauru, a nebulosidade chegou por Piratininga e atingiu discretamente alguns bairros da região sudoeste da cidade. Mas foi tão pouco que não houve acúmulo de água nas estações do IPMet para efeito de medição, ou seja, tecnicamente, para o instituto, não choveu.
Apesar do indício de chuva, devido à massa de ar seco, as temperaturas na região permaneceram elevadas. Em Bauru, ela foi de 33 graus, média que deve se manter hoje. Já a mínima prevista é de 18 graus. A umidade do ar foi de 33%.
Ainda de acordo com o IPMet, Bauru está há 56 dias sem chuva.
A chuva que atingiu São Manuel ontem, de acordo com o engenheiro agrônomo José Marcos Leme, chefe da Casa da Agricultura do município, ainda não foi suficiente para que os produtores rurais voltem a ‘respirar’ aliviados. “Ela foi em faixa, não foi generalizada. Na cidade choveu bem, mas na zona rural teve área em que não choveu”, conta.
O engenheiro revela que o longo período de estiagem vem comprometendo a produção agrícola e causando prejuízos ao setor. “Tem áreas como, por exemplo, de cafezal, que as plantas estão sentindo. Na parte de plantio, os produtores estão aguardando a chuva para poder plantar e iniciar a nova safra”, explica o engenheiro agrônomo.
