Mais uma vez, um cemitério de Bauru voltou a ser alvo de invasores. Durante a madrugada de anteontem, 29 jazigos do Cristo Rei foram danificados. Além de vandalismo, alguns objetos de bronze foram levados do local. Há uma semana, o Cemitério da Saudade também foi alvo de um “arrastão”.
O caso mais recente ocorreu nesta segunda-feira. Pela manhã, o agente administrativo do cemitério Cristo Rei, localizado na quadra 8 da rua Nelson Tozoni de Carlis, encontrou os jazigos danificados.
Segundo o funcionário, os vidros das sepulturas foram quebrados, assim como argolas de tampa e armação de retratos. Algumas placas de bronze também foram levadas. A ocorrência foi encaminhada e apresentada no Plantão da Polícia Civil.
Há exatamente uma semana, 22 jazigos do Cemitério da Saudade foram violados. A maior parte das galerias invadida era de famílias tradicionais de Bauru. Segundo o boletim de ocorrência (BO) do caso, as ossadas foram mexidas pelos invasores. Na ocasião, arcadas dentárias foram levadas e a principal suspeita era de que procuravam dentes de ouro.
Na mesma noite, as investigações apontam que dois BOs semelhantes foram registrados em Agudos (13 quilômetros de Bauru). O que fora levado do local, entretanto, ainda não se sabe. A polícia investiga a existência de uma quadrilha especializada neste tipo de crime.
Na invasão do Cemitério da Saudade, a polícia apurou que os invasores tinham conhecimento no tipo da ação praticada. Eles pularam a cerca de concertina do terreno e atacaram os “alvos” de maneiras específicas. Além da profundidade das galerias arrombadas - que exige habilidade em como descer -, todos os buracos feitos nas paredes eram exatamente no local onde estavam posicionados os crânios.
Os casos recentes ainda levantaram questionamentos sobre a segurança dos cemitérios em Bauru. Conforme a própria Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) assumiu, os locais ficam totalmente vazios durante a noite.
A empresa municipal afirmou que iria instalar outra concertina sobre os muros do Cemitério da Saudade e o prefeito Rodrigo Agostinho, que também teve o jazigo de sua família violado, revelou que solicitou levantamento de custos para instalar câmeras de monitoramento em todo o local.