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SUS deve reconstruir seios de mulheres com câncer após a retirada de mama

Folhapress
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Brasília - O Senado aprovou ontem projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar cirurgia de reconstrução dos seios em mulheres com câncer de mama no momento em que realizarem a mastectomia (cirurgia de retirada da mama).

A legislação já prevê a reconstrução, mas não estabelece prazo para a realização da cirurgia - o que deixa muitas mulheres sem os seios reconstituídos por tempo indeterminado. O projeto foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e segue para análise da Câmara se não houver recurso para ser votado no plenário do Senado.

O texto estabelece que a cirurgia da reconstrução não deve ser realizada paralelamente à mastectomia caso haja contraindicação médica ou recusa da paciente. Pelo projeto, a plástica reparadora deve ser realizada nos dois seios para garantir a simetria e a completa reconstrução dos seios.

A senadora Ângela Portela (PT-RR), relatora do projeto, disse que, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e da Sociedade Brasileira de Mastologia, das cerca de 20 mil mulheres que precisam fazer cirurgia de retirada das mamas, menos de 10% saem dos centros cirúrgicos com os seios reconstruídos.

Os senadores também aprovaram ontem projeto que prevê a vacinação de meninas entre 9 e 13 anos contra o HPV pela rede pública de saúde.

A senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora da proposta, apresentou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam que a vacinação dessa faixa etária é mais eficaz e representa economia para a saúde pública. O projeto ainda deve passar pela Câmara dos Deputados antes de ser sancionado pela presidente.

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