Ontem, após a publicação de matéria no JC que divulgou a decisão dos trabalhadores dos Correios de rejeitar a proposta patronal e manter o estado de greve enquanto seguem as negociações sobre a campanha salarial, a empresa enviou nota em que cita a ausência de uma contraproposta por parte dos sindicatos.
Segundo a nota, enviada pela assessoria de comunicação da Diretoria Regional São Paulo-Interior dos Correios, a proposta apresentada à Fentect e Sindicatos Unificados foi de reajuste salarial de 5,2% e benefícios.
“O índice proposto aos 120 mil empregados garante o poder de compra, uma vez que cobre a inflação do período. Nos últimos nove anos a maioria dos trabalhadores dos Correios teve até 138% de reajuste salarial, sendo 35% de aumento real. A proposta da empresa foi rejeitada pelos sindicatos, que não fizeram contraproposta e continuam defendendo sua pauta de reivindicação inicial”, diz a nota.
Ainda segundo os Correios, se fossem atendidos somente os itens econômicos da pauta, haveria um acréscimo de até R$ 25 bilhões na folha de pagamento da ECT, que tem previsão de receita de R$ 15 bilhões para 2012.
“Os Correios ainda oferecem aos trabalhadores vale transporte, assistência médica, hospitalar e odontológica para empregados e seus dependentes (inclusive na aposentadoria) e adicionais de atividade. Além disso, a empresa vem investindo na melhoria das condições de trabalho”, consta na nota.
As entidades que representam os trabalhadores defendem aumento de 5,2% a título de reposição da inflação dos últimos 12 meses e mais 5% de aumento real no salário dos funcionários.