O contato com a pessoa deficiente auditiva, num primeiro momento, costuma causar uma mistura de sentimentos, os quais vão desde a pena até a incompreensão. Antigamente as pessoas deficientes eram excluídas da sociedade, vivendo ao léu, sendo consideradas como pessoas incapazes, desapropriadas de seus direitos e da possibilidade de escolhas.
Atualmente, com a globalização pela tecnologia, a informação e o conhecimento vislumbram um novo cenário para estes indivíduos, uma aproximação com estes, tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes de nós, ouvintes, os quais provocam um sentimento de respeito e a reflexão de como somos privilegiados por Deus. O mundo sem podermos ouvir uma conversa ou reivindicar nossos direitos é muito difícil, com isso vemos o quanto devemos nos aprimorar e buscar entender esses indivíduos, estudando a língua de sinais (libras) para tornar a vida dessas pessoas mais entendível, fazendo com que essa linguagem inclua esses indivíduos na sociedade sem sentir descriminação ou rejeição.
Infelizmente isso é muito bonito na teoria, mas na prática não é bem assim, pois por um lado há o preconceito, a discriminação e a falta de conhecimento. Já por outro lado, há a dificuldade de encontrar o profissional intérprete que faça a ponte de ligação entre surdos e ouvintes e outras dificuldades também são para que essa inclusão social ocorra.
Hoje em dia isso está mudando, pois os deficientes de um modo geral estão sendo incluídos na sociedade por necessidade social, e estes assuntos estão sendo discutidos por qualquer pessoa com ou sem conhecimento profissional das diversas áreas que necessitam desse apoio, porque esses indivíduos precisam ter respeitados os seus direitos de pertencerem e participar do meio social, como qualquer pessoa, independente de suas necessidades especiais. Temos então que contribuir para que esses direitos sejam alcançados e efetivados: direitos no presente e no futuro também para pessoas privadas da audição, por serem humanos que devem ser respeitados e tratados com igualdade numa sociedade que se diz inclusiva, mas que ainda não é.
Alessandra Ferreira dos Reis, acadêmica de administração