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Polícia pedirá ao hospital bala retirada da advogada

Redação JCNet
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Prestes a completar três anos na mesma casa, no Jardim Estoril 3, a advogada Idalina Barbosa - baleada durante assalto no dia 4 - revela ao JC que uma situação parecida já havia ocorrido numa segunda residência a duas quadras da sua - e construída pela mesma pessoa. "O proprietário fez duas casas: uma para o filho e outra para a filha. Nós compramos a casa que seria da filha porque ela desistiu de morar aqui. Já o filho se mudou para a casa aqui perto e foi nessa que entraram antes da minha".

Segundo ela, o "modus operandi" dessa primeira invasão, há mais de um ano, foi idêntico ao de terça retrasada. "Os ladrões fizeram tudo mais ou menos igual, só não teve o tiro". Para Idalina, esse caso indica que o risco a que nesteve exposta não é "isolado". "Quando aconteceu isso na casa do filho do proprietário, renderam todo mundo. Depois, passamos a ter um vigia aqui na esquina. E aí acontece de novo, na segunda casa do mesmo primeiro dono... Infelizmente, com a gente. Foi a nossa dessa vez". Solon Prieto Hadba, 20 anos, e Alex Ferreira de Oliveira, 23, são acusados e estão foragidos. Danilo Rodrigues dos Santos 21, anos, está preso.

Arquivo Aceituno Jr.

 

José Ferreira Barbosa Neto: "Tentamos retomar uma vida normal"; Idalina Lorusso Barbosa: "Chegamos a pensar que eu teria que voltar para a UTI”.

'Problema são as dores'

Desde esta terça-feira à tarde, após retirar a bala da região das costelas, Idalina descansa em casa. Medicação, só oral. "Estouraram todas as minhas veias". Ela acrescenta que chegou a ser cogitado seu retorno à UTI após ir para um quarto no hospital Beneficência Portuguesa, mas isso foi descartado. "O problema são as dores. É muito remédio".

Ela admite que "um carro passa na rua e já desperta a atenção", mas tenta manter a tranquilidade em meio aos sobressaltos para se recuperar o mais rápido possível. "Normalmente, a gente adota todos os procedimentos preventivos. Chega em casa de carro, olha para os lados, só abre o portão quando se sente minimamente segura... Mas mesmo acontece isso tudo". Sobre continuar no imóvel, a família ainda tem dúvidas. "Vamos amadurecer essa conversa".

Idalina é casada com o também advogado José Ferreira Barbosa Neto, 49 - que chegou a ficar detido por posse irregular de arma ao reagir contra os bandidos. O revólver não é de Joisé Ferreira, mas sim do seu pai. Resultado: o marido de Idalina passou a madrugada de terça para quarta no Plantão Policial até pagar fiança de R$ 700 e ser liberado. "Não foi abuso, mas foi injusto", disse à época. "Agora, estamos tetando retomar uma vida normal", diz ele. 

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