Cultura

Retribuição mortal


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Alice (Milla Jovovich) está de volta para salvar o mundo - ou o que restou dele - da Umbrella Corporation, empresa responsável por disseminar um vírus que transformou os seres humanos em zumbis. Em “Resident Evil 5 – Retribuição”, que estreia hoje em Bauru (confira a programação semanal dos cinemas na página 25), a heroína é presa em um centro de operações clandestinas da corporação do mal, em plena Sibéria.

Enquanto tenta escapar, ela descobre, com a ajuda de amigos, informações importantes sobre o seu passado. Assim como nos jogos de videogame, o espectador é levado a passar de fase nas diversas etapas da fuga. Embora o 3D contribua bastante nas cenas vertiginosas de ação, como a da abertura, o filme parece apenas uma oportunidade para mostrar os mesmos monstros cuspidores de sangue de sempre. Mais uma vez, a trama é deixada com uma amarra solta para garantir que a franquia continue.

Apesar disso, a tecnologia deu fôlego novo à franquia, inspirada em um game, que chega à sua quinta edição e promete continuação com alguns dos mesmos personagens sobreviventes e uma surpresa mirim, sempre com o aditivo de cenas de ação bem filmadas e efeitos especiais estonteantes – na verdade, o pouco que sobrevive a um roteiro fraco e atuações sem nenhum brilho dramático. Mas se os fãs querem ver a bela ucraniana Milla Jovovich, a caminho dos 37 anos, em ação, faça-se a sua vontade.

 

Começo a toda

Logo nas primeiras cenas, o filme faz um flash back do que houve no episódio anterior e apresenta Alice (Milla) de uma forma bem estimulante, destacando sua figura das cenas de luta, em primeiro plano, colada aos olhos da plateia, graças à tecnologia Imax 3D. Ela dispara, dá saltos incríveis e a câmera não se esquece de seus olhos. Ela cai no mar e desperta, não se sabe quanto tempo depois, no centro de operações da organização Umbrella, responsável pela disseminação de um vírus que transforma as pessoas em zumbis mutantes.

Anteriormente, a própria Alice havia sido infectada pelo vírus que lhe deu novos poderes, posteriormente retirados por Wesker (Shawn Roberts) com a ajuda de um antígeno, tornando-a novamente normal. Agora, ao acordar num centro de pesquisas da Umbrella, Alice não sabe ainda o que está por vir e porque está sendo mantida prisioneira.

O cenário começa a ficar mais claro quando ela recebe uma ajuda inesperada para fugir do local, numa ação organizada pelo mesmo Wesker, que precisa da moça para combater a Umbrella. O que está em risco é a sobrevivência da espécie humana, ameaçada pelos zumbis e clones criados pela empresa de pesquisas genéticas, controlada por um computador.

O centro do filme passará então a ser sua tentativa de fuga do local, uma base militar da antiga União Soviética dos tempos da Guerra Fria. E seus inimigos serão zumbis soviéticos, vestidos com as fardas e usando armamentos da II Guerra Mundial. Unem-se a esses perseguidores criaturas gigantescas, com a mesma baba gosmenta e pegajosa.

 

Sexto filme

Nesse mesmo ambiente vive um clone de Alice, em quem foram implantadas suas memórias. Outra personagem, que liga as duas Alices, também precisará ser protegida. Mas isso fica para o sexto filme.

 

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