“Parece que existe uma diferença muito grande quando você coloca em prática suas qualidades. Não colocou, o outro time vai crescendo”. A frase do técnico Guerrinha resume sua análise da partida de ontem à noite, quando o Paschoalotto/Bauru derrotou o América de Rio Preto por 85 a 65 e, beneficiado pela derrota do Limeira para Jacareí, assumiu a liderança isolada da chave B do Campeonato Paulista. Após dois quartos iniciais completamente atípicos, Bauru retornou do intervalo para corrigir o estrago a tempo e impor 20 pontos de vantagem. A equipe volta a jogar amanhã, às 18h, fora de casa, contra o Sorocaba.
Os destaques da partida de ontem ficaram por conta do “clube yes, we can”. O ala/pivô DeAndre Coleman fez um duplo-duplo de 13 pontos e dez rebotes. O maior pontuador do Bauru foi o armador Larry Taylor, com 21 pontos, seguido pelo pivô Jeff Agba, com 14. O cestinha do jogo foi o ala Rashaun, de Rio Preto, com 23 pontos.
O primeiro quarto justifica usar uma velha máxima do futebol, adaptada para o basquete: não existe mais time bobo. Apesar de claramente superior tecnicamente, o Paschoalotto fez uma parcial irreconhecível. Saiu atrás no placar e atrás ficou. A equipe bauruense errou demais, insistiu em arremessos do perímetro sem sucesso e chegou a ficar com 11 pontos de desvantagem. Reagiu nos instantes finais e diminuiu o prejuízo para seis: 18 a 12.
No início do segundo quarto, as falhas persistiram e Rio Preto abriu 13 de vantagem, 25 a 12. Porém, a partir daí, a equipe de Bauru encaixou melhor seu jogo e fez nove pontos consecutivos. Mas o Paschoalotto seguiu encontrando dificuldade para superar a marcação adversária e terminou o quarto atrás. Venceu a parcial por 20 a 16, mas o placar encerrou em 34 a 32 para o Rio Preto.
Após o intervalo, um novo jogo começou. O Paschoalotto voltou com outra postura. Assim, o empate veio na primeira cesta do terceiro quarto, quando Larry roubou a bola e fez bandeja. A virada ocorreu em chute de três de John Thomas, 40 a 37. A cesta de Thomas parece ter ensinado o caminho à bola nos arremessos de perímetro bauruenses. Ricardo Fischer, Gui e Larry fizeram duas cada um. Além deles, Coleman contribuiu para o time ganhar a parcial por 32 a 16 e virar em 64 a 50. No quarto final, a torcida festejou, Jeff enterrou e o jogo acabou em 85 a 65.
Cartão de visita
Guerrinha afirma que a equipe precisa entrar se impondo nas partidas para evitar qualquer imprevisto. “O jogador entra achando que ganha o jogo. E não é assim. Se você entra e já mostra seu cartão de visitas, o adversário logo pensa: ‘de fato, este time é melhor do que o nosso. Deixa eu ficar na minha”, declara. O ala Gui foi duro em sua análise da equipe. “O primeiro tempo foi catastrófico. Não por eles (Rio Preto), mas por demérito nosso. Jogamos muito mal, mas foi questão de foco, ajuste”, comenta.