Internacional

Al-Qaeda pede mais ataques aos EUA


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Dubai - O braço da Al-Qaeda no Iêmen pediu que muçulmanos intensifiquem os protestos e ataquem diplomatas norte-americanos em países muçulmanos depois de um filme feito nos EUA, zombando do profeta Maomé, que a organização considerou como mais um capítulo na “guerra” contra o Islã.

 

Uma fúria sobre o filme feito nos EUA varreu o Oriente Médio após as orações da sexta, com manifestantes atacando embaixadas dos EUA e em protestos que mataram pelo menos sete pessoas e levaram o governo norte-americano a enviar tropas para reforçar a segurança nas suas missões.

 

“O incidente é tão grande que os recursos da nação devem ser unidos para expulsar as embaixadas dos Estados Unidos de terras muçulmanas”, disse a Al-Qaeda no Iêmen.

 

Muçulmanos culparam o governo dos Estados Unidos pelo filme amador. Washington condenou o filme e disse que não irá desculpar qualquer insulto religioso.

 

 

Ataque foi vingança

 

A Al-Qaeda na Península Arábica declarou ontem o ataque contra o consulado americano em Benghazi, na Líbia, foi uma vingança pelo assassinato do “número dois” da organização, Abu Yehia al Libi.

 

Ela afirmou que a morte de Al Libi - assassinado em junho numa ofensiva americana no Paquistão - é “o fogo em que se queimaram os inimigos da nação muçulmana”, conforme o comunicado publicado num site regularmente utilizado pelos islamitas. 

 

 

 

Envolvidos 

 

Autoridades líbias identificaram pelo menos 50 pessoas envolvidas no ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, conforme informou ontem um oficial das forças de segurança. 

 

Por enquanto, quatro suspeitos foram presos e ainda estão segundo interrogados, de acordo com as autoridades líbias. 

 

 

Protestos na Austrália

 

A polícia australiana usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes que protestavam em Sidney contra o polêmico vídeo.

 

Até anteontem, duas dezenas de 

países haviam registrado essas manifestações, tais como Egito, Líbia, Iêmen, Afeganistão, Indonésia, entre outros. Pelo menos sete pessoas morreram em meio aos distúrbios e centenas se feriram. 

 

A Austrália foge à regra, sendo provavelmente o primeiro país de maioria cristã a registrar esses protestos. 

 

As manifestações começaram próximo ao consulado dos EUA, onde centenas de pessoas se concentraram, mas logo se propagaram pelas ruas do centro de Sidney. 

 

Segundo o canal de TV ABC, os protestos tiveram início a partir da divulgação de uma mensagem de texto com os dizeres: “devemos defender a honra de nosso profeta, devemos agir agora”. 

 

Homens, mulheres e crianças de todas as idades tomaram parte das manifestações. 

 

Os manifestantes lançaram objetos contra a polícia e vários feridos graves receberam atendimento médico. 

 

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