A instituição é o objeto do nosso amor e está acima de tudo. Quem administra e carrega o escudo no peito deve honrá-la. Honrar nossa história, honrar nosso nome, honrar o amor da nossa torcida. As coisas estão péssimas, mas nós acreditamos. Paixão é paixão. Nada muda. Nenhuma derrota, nenhuma crítica, nenhuma crise. Nada, absolutamente nada. É essa paixão sem limites que nos ensinou os sentimentos mais variados - a extrema alegria e a extrema tristeza. Essa paixão nos faz acreditar no impossível. Quando ninguém mais espera, estamos lá, com a esperança intacta, pois paixão é paixão. Pois aconteça o que acontecer, teremos orgulho. Temos vontade de mostrar ao mundo esse orgulho. Essa paixão palestrina é algo ímpar, é o que domina, inexplicavelmente, nossos corações. É isso que diretoria, jogadores e seja qual for o técnico precisam entender. Que o amor de um torcedor não é brincadeira. Que um time com a grandeza do Palmeiras não pode cair desta maneira... Não pode se entregar de uma forma tão pequena. Um time octocampeão brasileiro e maior campeão nacional merece respeito. Merece muita mais. Felipão foi demitido, pagando por seus erros, pela incompetência da diretoria. Aquele que ganhou a Copa do Brasil com um elenco limitado, que conseguiu fazer daquele time, assim como o da sua passagem anterior, uma família. Quem diz isso são os próprios jogadores. Ele nos deu a maior alegria dos últimos anos e uma das maiores alegrias da nossa história e agora tem a "situação insustentável". Agora estamos aqui, com os corações nas mãos. Com uma única certeza, a de que sempre estaremos com o nosso Palmeiras!
Érika Alfaro de Araújo