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Número de vagas cai para quem fez só até o ensino fundamental

Folhapress
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São Paulo  - O Brasil gerou 2,2 milhões de empregos formais em 2011, um aumento de 5,09% em relação ao total de trabalhadores formais de 2010, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Foi a terceira maior geração de empregos de toda a série histórica da Rais, iniciada em 1985, sendo menor apenas que os saldos em 2010, quando foram criados 2,8 milhões de postos, e em 2007, quando foram gerados 2,4 milhões.

Mas a pesquisa Rais mostra que as vagas para trabalhadores com baixa escolaridade, que estudaram apenas até o ensino fundamental, apresentaram retração em 2011. Nos outros estratos, o crescimento foi expressivo, sobretudo para quem tem o ensino médio e o nível superior completos.

Dentre os analfabetos, a retração foi de 19%. Para os que completaram o 5º ano do ensino fundamental, a queda foi de 2,6%. Já entre os que tem o ensino fundamental completo, a queda foi de 1,37%. Apenas entre os trabalhadores que têm até o 5º ano do ensino fundamental incompleto houve aumento de vagas, de 3,6%.

A pesquisa, por outro lado, mostrou uma forte expansão das vagas entre trabalhadores com ensino médio completo (que se convencionou chamar de classe C) e com ensino superior completo. Houve expansão de 8,5% e 8% nesses segmentos, respectivamente.

As vagas para quem tem ensino médio incompleto cresceram 4,2%, enquanto para quem tem ensino superior incompleto houve expansão de 4,4%.

 

Faixa etária

O crescimento do número de empregos formais em 2011 foi puxado pelos mais jovens e pelos idosos, enquanto as faixas intermediárias tiveram um ritmo de expansão menor, aponta a Rais. Somando todas as faixas etárias, o crescimento do número de postos foi de 5%.

Entre os jovens de 16 a 17 anos, porém, o aumento foi de 14%. Já entre idosos com 65 anos ou mais, o aumento também foi expressivo, de 11%, enquanto a faixa entre 50 e 64 anos cresceu 8%.

Em termos absolutos, sobressaíram-se as faixas etárias de 30 a 39 anos (798 mil postos), de 50 a 64 anos (471 mil postos) e de 40 a 49 anos (413 mil postos).

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