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Audiência de conciliação hoje vai decidir possível greve dos Correios

Vitor Oshiro com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Após a realização de assembleia ontem, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos decidiram aguardar a audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, para definir se irão ou não deflagrar a greve. A audiência ocorre na manhã de hoje e já está marcada uma nova assembleia dos sindicatos, incluindo Bauru, para o final da tarde.

Na semana passada, os trabalhadores rejeitaram a proposta de aumento salarial de 5,2%. Anteriormente, eles já tinham recusado a primeira oferta de reajuste, que não ultrapassava a casa dos 3%. 

A expectativa era de que a greve, que já começou no Pará e Minas Gerais, fosse deflagrada hoje. Porém, somente o estado de greve foi mantido. Cerca de 25 sindicatos da categoria fizeram assembleias no fim da tarde de ontem. “Resolvemos esperar para ver o que vai ser decidido no TST amanhã (hoje). Dependendo do que sair da audiência de conciliação, iremos deflagrar a greve”, explica o presidente do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Bauru e Região (Sindecteb), José Aparecido Gimenes Gândara.

A entidade defende aumento de 5,2% a título de reposição da inflação dos últimos 12 meses e mais 5% de aumento real no salário dos funcionários, número que ainda não recupera as perdas acumuladas desde a década de 1990.

“Caso a greve seja deflagrada, as franquiadas não serão paralisadas. O dissídio delas é bem diferente do nosso”, complementa Gândara, que está em Brasília.

Em nota emitida pela assessoria de comunicação, os Correios afirmaram acreditar que um acordo seja firmado hoje, porém, informou que tem um plano de contingência para garantir a prestação de serviços à população em caso de greve.

“Entre as medidas que a empresa poderá vir a adotar estão: realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos finais de semana”, declarou, em nota.

No mesmo comunicado, os Correios apontam que investem na melhoria das condições de trabalho, inclusive nos planos de saúde.

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