Uma audiência junto à Justiça e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) foi agendada para o dia 28 de setembro a fim de discutir a jornada de trabalho dos motoristas do transporte coletivo municipal, que motivou a paralisação do serviço, durante duas horas, na última sexta-feira. Uma reunião prévia aconteceu ontem e definiu a data.
O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Nico Mondelli, expuseram a situação que tem incomodado os trabalhadores ao juiz André Luiz Alves, da 3ª Vara da Justiça do Trabalho. O procurador José Fernando Ruiz Maturana não participou do encontro inicial por estar em diligência fora da cidade.
Também estiveram presentes representantes jurídicos da Associação das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Bauru (Transurb) e do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Público de Bauru e Região (Sindtran).
Membros da comissão responsável pela paralisação, que diverge da atual diretoria do sindicato da categoria não estiveram presentes. No entanto, serão convidados para a audiência do dia 28.
Além disso, para esta sexta-feira, está marcada uma reunião desses condutores com Nico Mondelli. Este foi o prazo estabelecido pelos trabalhadores para que uma solução fosse apresentada. Até lá, outras paralisações estão descartadas. “Nessa reunião, vamos expor para eles que, muito melhor do que dialogar com a gente, será negociar junto com a justiça”, pontuou o presidente da Emdurb.
Entenda
Até o dia 2 de agosto, os motorista do transporte público cumpriam jornada de sete horas e 20 minutos ininterruptas, recebendo hora extra pelo tempo que excedia as seis horas de trabalho. Depois desta data, por conta de decisão judicial transitada em julgado, foi incluída uma hora de intervalo.
Por conta disso, os condutores perderam cerca de R$ 450,00 mensais em seus rendimentos e ainda reclamam por não terem um local apropriado para fazerem as refeições. Outro problema, apontado pelo sindicato, é que muitos acabam fazendo duas horas de intervalo por dificuldades na logística em levar os motoristas de volta para seus postos de trabalho.
A proposta do Sindtran é criar três turnos de trabalho: dois de seis horas para aqueles que não fazem questão de receberem horas extras e um de sete horas e vinte minutos, com uma hora de intervalo e mais duas horas extraordinárias.
A Transurb, porém, já avisou que, para isso, seriam necessários mais 180 motoristas, o que impactaria no preço da tarifa.