Internacional

Site de semanário que publicou caricaturas de Maomé é bloqueado

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Foi bloqueada na manhã desta quarta-feira (19) a página na internet do semanário francês "Charlie Hebdo", que publicou caricaturas que retratam o profeta Maomé, uma das principais referências do islamismo.

O site foi bloqueado pelos redatores após ter sido invadida e manipulada. Os responsáveis pelo semanário afirmaram que o ataque foi mais forte que o sofrido em 2011, quando o "Charlie Hebdo" exibiu outras charges do profeta.

Em seu blog, a publicação afirmou que esperava conseguir voltar rápido ao ar com o site e agradeceu as demonstrações de apoio recebidas pelos leitores.

"Obrigado por nos ajudar, hoje como ontem, a provar que nosso comentário de notícias em desenhos não é provocação ou jogar lenha na fogueira, mas apenas o 'Charlie Hebdo'", disse o diretor do semanário, Charb, em comunicado.

Sátira

O periódico francês Charlie Hebdo ridicularizou o profeta Maomé hoje ao mostrá-lo nu em cartuns, o que deve inflamar ainda mais os ânimos de muçulmanos em todo o mundo, já indignados com um filme que zomba do profeta, colocado na Internet.

As autoridades francesas, que fizeram um apelo à revista para que não publicasse os cartuns, anunciaram nesta quarta que fecharão temporariamente suas embaixadas e escolas em 20 países na sexta-feira -dia da oração para os muçulmanos-, pois temem que o material cause ainda mais protestos no mundo islâmico.

A capa da revista mostra um judeu ortodoxo empurrando uma figura de turbante, que está numa cadeira de rodas. Nas páginas internas há várias caricaturas do profeta, incluindo algumas em que ele aparece nu.

O ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, chamou as caricaturas de provocação, e anunciou o reforço da segurança nas missões diplomáticas do país no mundo muçulmano.

A reprovação também foi feita pelo primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, que também não autorizou atos contra as publicações em território francês. "É responsabilidade de quem dirige a publicação publicar ou não publicar", comentou o chefe do governo socialista, após recordar que a França é um Estado laico e que no país há liberdade de expressão.


    

 

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