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Pergaminho da ?mulher de Jesus? divide especialistas em Roma

Reuters
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Roma - O papiro do século IV d.C. que contém uma referência à suposta “mulher de Jesus”, revelado anteontem, já está causando um movimentado debate entre os especialistas, como era de se esperar.

Apresentado ontem em Roma, numa reunião de estudiosos da língua copta (idioma extinto do Egito no qual o fragmento de texto está escrito), o papiro deixou dúvidas sobre sua autenticidade.

“Eu diria que é uma fraude. A caligrafia não parece autêntica”, declarou Alin Siciu, papirologista da Universidade de Hamburgo, na Alemanha.

Especialistas também questionaram a espessura da tinta (parece que as letras foram reforçadas repetidas vezes) e o aspecto excessivamente “limpo” do papiro.

Ninguém pôs em dúvida, no entanto, a integridade da historiadora Karen King, da Universidade Harvard, responsável por trazer a público o texto depois de tê-lo recebido das mãos de um colecionador particular, que não quer ser identificado.

King decidiu publicar o fragmento depois que dois outros especialistas em papiros antigos consideraram que o fragmento provavelmente era verdadeiro.

A pesquisadora de Harvard diz que pretende submeter a tinta do fragmento a análises químicas capazes de determinar a sua idade.

O grande consenso entre os especialistas, no entanto,  é que o texto, se for autêntico, não diz respeito ao Jesus histórico, por ter sido escrito muito depois da morte de Cristo.

A CNBB e a Arquidiocese de São Paulo foram procuradas para comentar o tema, mas não se pronunciaram.

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