Tribuna do Leitor

Quase atropeladas


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Sábado à tarde, estacionei o carro na rua Cesar Ciafrey, aqui no Jardim Chapadão, no Mary Dota, para comprar sorvetes com minha filha e quase fomos atropeladas por um ônibus da Emdurb. Não bastasse um buraco que está lá ha dias, que pelo jeito deve ser de cano estourado, que só tiveram o trabalho de colocar um cavalete pra avisar ao invés de arrumar, fomos surpreendidas ao adentrar ao carro pelo tal ônibus que veio bem acima da velocidade e, ao desviar do buraco, quase nos pega de cheio. Foi o tempo de jogar minha filha pra dentro do carro e fechar a porta segurando-a com meu corpo para não levá-la também.

Prefiro acreditar que ele não nos viu a dizer que foi maldade, pra mostrar que é grande e tem poder, mas não, ele nos viu, sim, porque eu estava bem na frente dele quando ele desviou.

Cheguei a sentir o cheiro da pintura do ônibus em minhas costas. E se atropela minha filha? Sinceramente, não responderia por mim. A falta de educação de alguns motoristas nos deixam perplexos. Deveriam seguir o exemplo dos que fazem a linha Interbairros e Bauru Especial, sempre prestativos, ao menos nunca pude reclamar. Gentileza gera gentileza.

Não deu tempo de anotar a placa do mesmo porque eu fiquei tão assustada que só deu tempo de entrar no carro e ver se minha filha estava bem. Deixo aqui minha indignação, porque já cansei de ver os ônibus fazerem o que querem na Rodrigues Alves, que já virou rua sem dono, nós temos que respeitar a velocidade, mas eles não? Com a palavra a Emdurb, por favor.

Maria Ap de C Barbosa - Mary Dota



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