Bairros

Homem toma alvejante por engano

Da Redação com Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Um paciente que realizava hemodiálise no Hospital Estadual de Bauru tomou uma substância altamente tóxica por engano e precisou ser encaminhado às pressas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O acidente ocorreu na noite de anteontem e o produto foi servido pela prima que o visitava no hospital.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no Plantão da Polícia Civil, a vítima, de 24 anos, recebia a visita da prima, uma auxiliar de cozinha de 19 anos, no quarto do hospital. Por volta das 21h15, ele teria pedido para que a jovem lhe servisse água.

Ainda segundo o registro policial, ela teria visto um galão no chão do quarto e, pensando ser água, deu ao primo, que, no mesmo momento, começou a passar mal e precisou ser socorrido rapidamente. Ele foi entubado e encaminhado à UTI do HE.

Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou que o paciente ingeriu hipoclorito de sódio, comumente utilizado em serviços de hemodiálise para processos de higienização e purificação dos equipamentos. Ainda de acordo com a nota, a substância estava em um frasco etiquetado e identificado, próximo ao equipamento de hemodiálise, em conformidade com o que exige o protocolo da rede estadual de saúde.

Ainda de acordo com a assessoria, uma profissional de enfermagem do hospital, ao perceber o que havia ocorrido, acionou a equipe médica, que socorreu imediatamente o paciente. Ele foi submetido a procedimento de lavagem estomacal, foi entubado e novamente encaminhado ao leito de UTI, onde estava desde o dia 7 de setembro.

Até o fechamento desta edição, seu estado clínico era considerado grave, porém estável. Procurada pela reportagem, a prima do paciente não quis comentar o ocorrido e desligou o telefone. A polícia não acredita que sua atitude tenha sido proposital.

A ingestão de hipoclorito de sódio pode produzir queimadura na boca, garganta, esôfago e no sistema gastrointestinal. Em condições normais, intoxicações por este tipo de substância raramente são letais. Mas, se o sistema imunológico da vítima estiver previamente debilitado, como é o caso do paciente internado no HE, o risco de morte pode ser aumentado.

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