São Paulo - Com quatro ciclofaixas abertas excepcionalmente ontem, Dia Mundial Sem Carro, a cidade de São Paulo registrou trânsito intenso, com um índice de lentidão maior que o do sábado anterior.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o pico de lentidão na manhã foi de 30 km, mais que o triplo do índice máximo no dia 15 - 9 km. O pior momento foi por volta das 10h30.
Além de trânsito lento, os paulistanos encontraram ciclofaixas quase vazias. Entre os parques Villa-Lobos e do Povo, a reportagem contou 120 ciclistas em dezquilômetros de percurso em uma hora (das 9h às 10h).
A ciclista Denise Teixeira, 47 anos, pedalou pela primeira vez na ciclofaixa. “Sou super a favor deste dia, mas, infelizmente, falta estrutura para circular diariamente com bicicletas pela cidade”, disse.
Sua amiga Sandra Calache, 53 anos, tentou nos últimos quatro anos substituir o carro pela bicicleta no dia a dia, mas desistiu, segundo ela, em razão do desrespeito dos motoristas e da falta de segurança.
Estreando o carro
O trânsito de carros, por outro lado, aumentou. A maioria dos motoristas disse que não sabia que ontem era o Dia Mundial Sem Carro.
Parado no congestionamento formado antes de chegar à ciclofaixa na ponte Cidade Universitária, Germano Leal, 55 anos, acabara de comprar seu carro. “Ando de moto, não estou acostumado a ficar parado. Mas, agora, vou me acostumar com a ideia.”
Na avenida Paulista o movimento na ciclofaixa era baixo, apesar de associações e ONGs estarem fazendo campanhas na praça do Ciclista, próximo à rua da Consolação.
O ciclista Antonio Carlos Morelli, 56 anos, reclamou da falta de divulgação. “Fiquei sabendo porque circulo pela ciclofaixa aos domingos.”