Garça – O autor da postagem na Internet de vídeo com suposta ofensa pessoal ao prefeito de Garça, Cornélio Cezar Kemp Marcondes (PR), candidato à reeleição, entregou à Justiça Eleitoral cópia da gravação em atendimento à liminar obtida pela coligação “Avante Garça”. Notificados, Google e Facebook já haviam removido o vídeo da Internet e, ontem, apresentaram sua defesa à Justiça Eleitoral.
Conforme divulgado pelo JC, o vídeo, postado no Youtube na manhã do último dia 22, revela gravação de conversa entre o candidato a vereador Fábio Conte Bambam (PSB), que ocupava na ocasião o cargo na prefeitura de diretor de Relações Públicas, a vereadora Patrícia Marangão (PSDB) e então agente político José Alcides Faneco, hoje candidato a prefeito de Garça pelo PSDB
Durante a conversa, que dura cerca de uma hora, Conte denuncia supostas irregularidades no atual governo referentes à superfaturamento de shows e compra de bens, como ventiladores, além de desvio de dinheiro público e perseguição a adversários políticos. Sentindo-se ofendido, o prefeito ingressou com representação na Justiça Eleitoral.
Na liminar concedida dia 23, alegando que o conteúdo era “pejorativo” e “depreciativo”, o juiz eleitoral José Alfredo de Andrade Filho determinou que o Google e o Facebook removessem o vídeo da Internet no prazo de 24 horas após a notificação e, no mesmo prazo, fornecessem a identificação do IP do responsável pela inserção do vídeo.
Também liminarmente, M.A.B.P., autor da postagem virtual, e um candidato a vereador pelo PPS, foram notificados a apresentar ao juiz o inteiro teor da gravação. Se a Justiça Eleitoral entender que há indícios de crimes contra a honra, ou outras infrações penais, cópia da gravação será enviada à Polícia Federal para instauração de inquérito policial.
O prefeito informou que instaurou uma sindicância interna para apurar as denúncias feitas pelo ex-diretor de Relações Públicas. “Se as denúncias fossem verdadeiras, porque não usaram naquela época, de maneira legal e pensando no bem estar da comunidade. Por que usar a gravação somente agora, às vésperas da eleição?”, questionou.
Já Conte declarou que a gravação foi feita sem a sua autorização, de maneira clandestina, durante reunião informal ocorrida em janeiro de 2011. Ele alegou ainda que a conversa foi editada e que a divulgação da gravação têm caráter eleitoreiro. Ontem, o JC entrou em contato com a vereadora Patrícia Marangão cuja voz, supostamente, aparece na gravação, mas ela disse que não iria se manifestar sobre o assunto. A reportagem também telefonou para a assessoria de Faneco, mas foi informada de que ele estava em uma reunião. Apesar do pedido, ele não retornou a ligação.