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Juros bancários caem para menor patamar da história em agosto

Folhapress
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Brasília - As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas voltou a recuar em agosto. Segundo nota do Banco Central divulgada ontem, a taxa de juros média do mercado caiu 0,6 pontos percentuais no mês passado, para 30,1% ao ano, menor patamar da série iniciada em 2000. Essa taxa é quase 10 ponto percentuais menor do que a observada um ano antes (veja quadro).

No caso da pessoa física, os juros médios anuais recuaram para 23,1%, queda que foi puxada principalmente pela diminuição da taxa média cobrada no cheque especial, para 148,6% ao ano.

Os juros cobrados das empresas caíram para 35,6% ao ano, movimento puxado pela redução da taxa da conta garantia, para 100% ao ano, informou o BC.

Esse movimento reflete um esforço do governo para reduzir os juros no Brasil, seja contando a taxa básica de juros (Selic), seja pressionando os bancos a diminuírem seus “spreads” (diferença entre o custo de captação do banco e quanto ele cobra dos clientes).

A Selic, que baliza o custo de captação dos bancos, caiu de 12,5% ao ano em agosto de 2011 para 7,5% ao ano no mês passado.

Os spreads também voltaram a cair no mês passado, divulgou ontem o Banco Central. O valor médio cobrado pelos bancos no país recuou meio ponto percentual em agosto para 22,5 pontos percentuais. Esse patamar é 5,3 pontos percentuais ao observado um ano atrás.

A presidente Dilma Rousseff e o ministro Guido Mantega (Fazenda) têm feito críticas duras aos “spreads” praticados pelos bancos no Brasil. Além disso, o governo ordenou que os bancos públicos - Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal - reduzissem suas taxas para forçar os bancos privados a também reduzirem os juros.

Essa tática tem funcionado. Nesta semana, o Bradesco anunciou redução significativa nas taxas cobradas no cartão de crédito em uma nova rodada de cortes nos juros. HSBC e Santander anunciaram que estudam medida semelhante.

O esforço das instituições públicas, iniciado em maio, já forçou diminuição dos juros em outras linhas, como financiamento de veículos e cheque especial.

 

Volume de crédito e setores

O volume crédito cresceu 1,2% em agosto, chegando a 51% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 2,211 trilhões, informou o Banco Central. A autoridade monetária atribuiu a melhora do mercado de crédito, que apresentou fraqueza no início do ano, à redução dos juros e à estabilidade da inadimplência.

 

Mais crédito em bancos públicos

Brasília - A carteira de crédito dos bancos públicos está crescendo em ritmo três vezes maior do que o saldo dos bancos privados nacionais. Hoje o BC (Banco Central) divulgou que o crescimento acumulado em 12 meses até agosto foi de 26% no caso dos banco públicos, contra 8% nos privados. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal cortaram juros e aceleraram a liberação de crédito neste ano, em um esforço do governo para dar fôlego à retomada da economia.

A expectativa do governo era de que isso forçaria os banco privados a intensificar também a liberação de novos empréstimos com objetivo de tentar manter seu peso no mercado. “Os bancos públicos têm sido mais atuantes que os privados”, disse o chefe do departamento econômico do BC, Tulio Maciel.

Ontem, o BC revisou para cima a projeção de crescimento do crédito dos bancos públicos neste ano. Agora, a autoridade monetária prevê expansão de 24% do saldo total de crédito desses bancos, ante previsão anterior de 20%. Já a projeção para o crescimento da carteira de empréstimos das instituições privadas brasileiras foi mantida em 10%. No caso dos bancos privados estrangeiros, a projeção também não foi alterada, permanecendo em 13%

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