Bariri – A coligação “Renovação, Transparência e Participação Popular”, formada pelo PMDB, PT, PSDC, PSB E PC DO B, acusa o candidato a prefeito de Bariri (56 quilômetros de Bauru), Francisco Leoni Neto, o Neto Leoni (PSDB), de usar máquina pública em sua campanha. No último dia 13, advogados da coligação protocolaram na Justiça Eleitoral ação de investigação judicial contra ele, o prefeito Benedito Senafonde Mazotti, o Dito Mazotti (PSBD), e o diretor do Serviço de Água e Esgoto do Município de Bariri (Saemba), Antônio Sérgio Galo.
No documento, o grupo de oposição alega que o suposto uso da máquina pública na campanha do candidato da situação teria sido revelado num debate realizado por uma emissora de TV da região, no dia 1º de setembro. No terceiro bloco, ao responder pergunta de candidata a prefeito sobre o mau cheiro exalado da recém-construída Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município, Neto Leoni disse que havia se reunido naquela semana com os engenheiros da obra, do Saemba e da Prefeitura para discutir soluções para o problema.
De acordo com a denúncia, em sua resposta, o candidato do PSDB teria confessado “a ingerência pessoal e direta nos assuntos da administração municipal”. “Esta ingerência foi permitida e facilitada pelos demais representados, os quais estão pondo a máquina administrativa municipal e da própria autarquia para solucionar uma exigência do candidato, demonstrando abuso de poder político perpetrado por todos para facilitar a vida do representado nas próximas eleições municipais, buscando minorar qualquer dano a sua imagem junto ao eleitorado”, aponta.
Na ação, os advogados da coligação pedem à Justiça que, caso seja reconhecida a prática, pelos representados, de abuso de poder político e de autoridade, seja decretada a inelegibilidade do candidato a prefeito Neto Leoni, com consequente cassação do registro de sua candidatura. De acordo com um dos advogados, Evandro Demétrio, até o final da tarde de ontem, o documento aguardava parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE) para ser encaminhado ao juiz eleitoral.
Sem prova
O prefeito Benedito Mazotti, por sua vez, informou que os três requeridos já apresentaram sua defesa à Justiça Eleitoral. “É coisa de campanha. Não houve uso nenhum da máquina. O Neto teria dito no debate que conversou com algumas pessoas da prefeitura, mas ele pode conversar o que ele quiser, não precisa ser dentro da prefeitura. Qualquer candidato pode conversar com quer quiser sem que isso seja uso da máquina”, afirma.
Neto Leoni declarou ontem à noite que a representação não tem cabimento. “Estão agindo de má-fé. Não houve uso da máquina e nem reunião em prédio público para discutir esse assunto. Só estão se baseando na minha declaração à emissora. Não anexaram nenhuma prova consistente”, declara.
Neto admite ter conversado com especialistas no assunto para resolver o problema do mau cheiro na ETA, mas isso ocorreu, segundo ele, antes da campanha eleitoral. “Conheço o problema e sei qual é a solução. Procurei pessoas entendidas, mas isso como cidadão”, ressalta.
O diretor do Saemba não foi localizado pelo JC para comentar o assunto.